Backer teria sido vítima de empresa que forneceu substância química, diz site

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Crédito: Divulgação

Com exclusividade a Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG) divulgou que a Backer, cervejaria que fabrica a cerveja Belorizontina, teria sido vítima de empresa empresa que a forneceu a substância química monoetilenoglicol. A informação foi apurada na tarde desta quinta-feira pelo jornalista Eduardo Costa.

Assim, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no galpão da fornecedora, no bairro Vila Paris, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No local foram recolhidos documentos e produtos químicos, que serão periciados.

De acordo com a rádio, um ex-funcionário da fornecedora divulgou à polícia detalhes da situação. Ele informou que trabalhou por dez meses na empresa e teria provas de que o monoetilenoglicol era misturado ao dietilenoglicol, mais barato.

“Eles (os advogados) tiveram amplo acesso à produção desta prova (depoimento), tendo, inclusive a oportunidade de fazer perguntas, levando cópias dos depoimentos”, diz um comunicado da Polícia Civil. Segundo a corporação, um ex-empregado da Backer também foi ouvido.

A polícia orienta que consumidores que estão com cervejas da Backer encaminhem os produtos à Vigilância Sanitária. Podem ser levadas apenas cervejas compradas para consumo próprio, não sendo aceitos de bares, restaurantes e supermercados. A entrega deve ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, diz a Itatiaia.

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Todavia, até terça (12), foram recolhidas 568 garrafas, informou a polícia.

Caso Belorizontina

Três mortes foram confirmadas após o consumo da cerveja Belozontina, segundo a polícia mineira. Milton Pires, de 89 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (16) com suspeita de síndrome nefroneural. Esta teria sido provocada pelo dietilenoglicol na cerveja.

Nessa quarta-feira (15), Antônio Marcio Quintão de Freitas, de 68 anos, que também estava internado e morreu. E no dia 7 de janeiro, o bancário Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, morreu na Santa Casa de Misericórdia em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Conforme a Polícia Civil, foi confirmada a presença de dietilenoglicol no sangue dele.

Investigações apontaram que a água usada para fabricar a Belorizontina estava contaminada com o dietilenoglicol. Portanto, a Backer orientou que os clientes não consumam qualquer lote do produto e nem da cerveja Capixaba.