B3 (B3SA3) lucra 69,2% a mais no balanço do 1º trimestre

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Divulgação / G1

A B3 (B3SA3) registrou um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 1,025 bilhão no primeiro trimestre deste ano, desempenho 69,2% superior ao mesmo período de 2019.

A empresa reportou ainda um lucro líquido recorrente de R$ 1,156 bilhão, alta de 57%.

Já o lucro líquido recorrente ajustado pelo benefício fiscal do ágio da B3 subiu 49,1%, a R$ 1,276 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 1,569 bilhão, alta de 61,6%.

Enquanto isso, a margem Ebitda atingiu 82,4% ante 70,4% de um ano antes.

B3: resultado financeiro

Na linha de resultado financeiro, houve perdas de R$ 112,2 milhões, ante ganhos de R$ 20,781 milhões.

As receitas financeiras da B3 atingiram R$ 117,9 milhões (+6,1%), por conta, principalmente, do aumento do caixa médio.

Já as despesas financeiras recuaram 14,9%, a R$ 72,9 milhões, sobretudo pelo redução do nível de endividamento médio.

Por outro lado, as variações cambiais geraram perdas 33,7 vezes maiores, totalizando R$ 157,3 milhões.

“O resultado financeiro também foi impactado pelos efeitos da variação cambial sobre os empréstimos em moeda estrangeira e sobre o investimento no exterior”, informou.

Receita

De acordo com a B3, a receita líquida atingiu R$ 1,905 bilhão, alta de 38,2%.

Já as despesas ajustadas somara R$ 273,8 milhões, aumento de 18,2%.

Daniel Sonder, VP financeiro, corporativo e de RI, comentou que os altos volumes transacionados decorrentes da volatilidade intensa no trimestre, foram traduzidos em sólido desempenho financeiro e forte geração de caixa.

Sonder acrescentou que a B3 está preparada para atravessar esse período de turbulência.

Investidores

Segundo a B3, o mês de março terminou com um total de 2,272 milhões de investidores ativos na bolsa, representando uma alta de 15,1% em relação a fevereiro.

Dessa forma, houve um aumento no ano de 125% no total de investidores.

Veja os principais dados operacionais:

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