Pesquisa B3: investidor jovem cresce e aplica recursos de até R$ 260 bi

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação/Bovespa

Um estudo divulgado nesta terça-feira (19) pela B3, mostrou o atual perfil dos investidores e desmistificou uma série de clichês.

Um dos principais, segundo Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes da B3, é de que o público jovem não investe na Bolsa.

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Atualmente com cerca de 2 milhões de CPFs cadastrados, com predominância nas regiões Sul, Sudeste e no Distrito Federal, a B3 tem atraído um público cada vez mais jovem.

Os recursos acumulados por esse tipo de investidor cresceram 30% desde março de 2017 e, de R$ 203 bilhões à época, já somam quase R$ 260 bilhões.

A faixa etária de 25 a 39 anos, que antes representava 28% de todas as pessoas físicas, hoje representa 49%.

Para Felipe Paiva, apesar de um bom indicativo, não dá para cravar que o público mais jovem continuará adotando a B3 como “casa” de seus investimentos.

“Ainda é muito cedo para concluirmos que esse movimento será contínuo, mas, de qualquer forma, traz um quadro positivo e sinais de que talvez estejamos tendo uma mudança geracional quando falamos de investimentos no Brasil”.

Jovem e diversificado

Além de mais jovem, o público que atualmente está predominando entre os investidores da B3 tem se caracterizado pela diversificação.

Em 2016, segundo a B3, havia uma base de investidores bastante concentrada em ações, situação que mudou em relação a março de 2020, quando quase metade da base (46%) passou a ter posição em mais de um produto de renda variável.

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e os Exchange-Traded Fund (ETFs) passaram a ganhar corpo e se tornar opção para os investidores.

O relatório apontou ainda que, além disso, as pessoas estão investindo em mais empresas, diversificando seus portfólios de ações.

Se em 2016 apenas 26% da base tinha 5 ou mais empresas em carteira, esse número subiu para quase metade da base em 2020 (48%).

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O executivo também jogou por terra o argumento de que “para investir na Bolsa, é preciso ter muito dinheiro”.

“Há dois anos temos acompanhado a entrada constante da pessoa física na renda variável, e estamos desmistificando a história de que as pessoas precisam de muito dinheiro para investir”, comentou.

“As pessoas físicas estão cada dia mais na renda variável e os valores investidos não são altos”, complementou o executivo, ao site da B3.

Comportamento do investidor

O relatório da B3 pontuou também que, ao longo do tempo, houve uma mudança no comportamento do investidor.

Segundo os dados divulgados, a partir de 2019 houve uma queda no valor médio investido pelas pessoas físicas, mostrando uma democratização do mercado de capitais.

Diz o relatório que, em 2011, 44% das pessoas físicas tinham carteiras com até R$ 10 mil de saldo. Em março de 2020, esse percentual já havia subido 10 pontos percentuais, representando 54% do universo total de CPFs que têm recursos na B3.

Outro dado que chama a atenção: dos 223 mil investidores que entraram na renda variável em março de 2020, 30% fez o primeiro investimento com menos de R$ 500.

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