B3 (B3SA3) tem lucro 36,3% maior no balanço do 2º trimestre

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Reprodução

A B3 (B3SA3) registrou lucro líquido de R$ 892,388 milhões no segundo trimestre deste ano, no resultado atribuído aos acionistas.

Este resultado é 36,3% superior na comparação anual.

Excluindo a amortização de intangível relacionado à combinação com Cetip, o lucro líquido teria atingido R$ 1,012 bilhão, aumento de 28,9%.

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Adicionalmente, se ajustado pelo benefício fiscal resultante da amortização do ágio relativo à incorporação da Cetip, o lucro líquido teria totalizado R$ 1,131 bilhão, alta de 25%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 42%, a R$ 1,419 bilhão, com margem de 74,4% (+4,06 p.p.).

A receita total foi de R$ 2,129 bilhões, um aumento de 34,8%.

Dessa expansão, o segmento listado somou R$ 1,512,0 milhões (71,0% do total), crescimento de 48,7%.

Em balcão, a receita totalizou R$ 262,8 milhões (12,3% do total), alta de 20,2%.

Financeiro

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 11,4 milhões negativos, ante R$ 55,597 milhões positivos de um ano antes.

Segundo a empresa, isso ocorre pelos efeitos da estrutura de hedge dos investimentos no exterior, em que a variação cambial sobre os empréstimos em moeda estrangeira e sobre o investimento no exterior totalizaram R$ 43,5 milhões no trimestre, mas é neutralizado pela linha de imposto de renda e contribuição social.

Projeções

A B3 informou ainda a revisão de projeções relacionadas à despesa atrelada ao faturamento, que passa a ser de R$ 170 a R$ 200 milhões no ano (anteriormente era de R$ 145 a R$ 165 milhões).

Houve revisão ainda em relação aos investimentos, que sobem a R$ 395 a R$ 425 milhões no ano, ante R$ 300 a R$ 330 milhões de antes.

Adicionalmente, a B3 manteve a projeção relacionada à captura de sinergias da fusão entre BM&FBOVESPA e Cetip.

Assim, a empresa espera, a partir do ano 2020, capturar R$ 110 milhões por ano em sinergias de despesas resultantes diretamente da combinação.

“A B3 espera repassar parte das sinergias capturadas aos clientes”, informou.

Dividendos e alavancagem

De acordo com a bolsa, o alvo é distribuir de 120% a 150% do lucro líquido societário aos seus acionistas, na forma de juros sobre capital próprio, dividendo e/ou recompra de ações.

“Essa projeção está sujeita ao desempenho dos negócios, atingimento dos objetivos de alavancagem financeira, e deliberação do Conselho de Administração.”

Por fim, a B3 manteve sua projeção de alavancagem, ao final de 2020, de até 1,5 vez a dívida bruta pelo Ebitda recorrente dos últimos 12 meses.