B3 (B3SA3) chega a 1 milhão de mulheres como investidoras pessoas físicas

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/B3

A B3 (B3SA3) chegou, no fim de abril, a 1 milhão de CPFs femininos dentre todas as pessoas físicas que investem na bolsa de valores brasileira. Desde 2011, conforme o último dado disponível, o aumento de mulheres investidoras foi de 590%.

No último balanço, na última sexta-feira (30), eram 1.007.982 mulheres com contas abertas na bolsa. Por mais que continuem como minoria, a fatia demográfica também é a maior da década. No total, elas são 27,34% do total.

Já no valor masculino, são 2.679.044, ou 72,66% das contas abertas. A bolsa chegou a 3.687.026 milhões de investidores em sua totalidade, apontando crescimento de 532% desde 2011.

O crescimento de investidores na bolsa foi acelerado devido à queda da taxa básica de juros, chegando ao valor histórico de 2% em agosto de 2020. Entre 2018 a 2019, o número passou de 813 mil para 1,6 milhão. Em 2020, o número subiu para 3,2 milhões.

De acordo com os dados da B3, a disparada de mulheres na bolsa foi ainda maior. A parcela de mulheres em 2018 era de 22,06%. Em 2020, chegou a 26,24%.

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No fim de março, a B3 atingiu a marca de 3,5 milhões de investidores pessoas físicas. Nos 3 primeiros meses do ano, o número de novos ingressantes chega a 331,9 mil.

A evolução mostra que o maior interesse por investimentos em renda variável se manteve, mesmo com a elevação da Selic em março, que passou de 2% para 2,75% ao ano.

Além disso, investidores pessoas físicas representam cerca de 20% dos negócios na bolsa do Brasil, também em tendência de alta. A maioria esmagadora está na região Sudeste. Os quatro estados reúnem 73,4% das pessoas físicas na B3.