B2W (BTOW3) entra e Renner (LREN3) sai na carteira de agosto do Santander

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
1

Crédito: Divulgação / Santander

O Santander divulgou sua carteira de agosto e recomenda apenas uma troca em relação ao mês de julho: entra B2W (BTOW3) e sai Lojas Renner (LREN3).

Os outros nove ativos seguem os mesmos: Ambev (ABEV3), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Carrefour (CRFB3), CPFL (CPFE3), Klabin (KLBN11), Petrobras (PETR3), Vale (VALE3) e Via Varejo (VVAR3).

Em julho, a carteira chamada Ibovespa+ rendeu 6,62%, contra os 7,60% do Ibovespa, até o dia em que ela foi montada.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

No acumulado do ano, a carteira perdeu 27,78%, contra menos 12,02% do índice de referência.

Percentual recomendado pelo Santander

Para a Ambev (ABEV3) e para a Via Varejo (VVAR3), o Santander recomenda 8% do montante aportado na carteira.

A B2W (BTOW3), que entra neste mês, fica com 6%.

Banco do Brasil (BBAS3), Carrefour (CRFB3), CPFL (CPFE3), Klabin (KLBN11) e Petrobras (PETR3), com 10% cada.

A Vale (VALE3) tem recomendação de 12% do aporte e o Bradesco (BBDC4), de 16%.

A B2W entra “se aproveitando dos benefícios ao e-Commerce trazidos pela pandemia”.

Análise

“Do ponto de vista econômico”, diz a análise do banco, “as políticas expansionistas e a grande injeção de recursos por parte dos principais Bancos Centrais continuam sendo umas das principais forças motrizes por trás dessa impressionante (e rápida) recuperação dos mercados”.

“No mês de julho, houve o anúncio de um acordo entre os países da União Europeia (UE) para um novo pacote unificado de ajuda aos países mais afetados pela pandemia, dessa vez no valor de €750 bilhões. Além de um estímulo fiscal de valor expressivo para combater a recessão atual, o acordo pode representar um possível primeiro passo de uma união fiscal naquele bloco (o que diminuiria consideravelmente as dificuldades na coordenação política entre os membros no futuro)”, segue.

A análise do Santander segue uma prudência importante na questão da pandemia.

Segundo o informe da carteira, “do ponto de vista de saúde pública, a pandemia da Covid-19 segue ainda em ritmo crescente de contágios, embora com alguns sinais de moderação já se tornando mais aparentes em determinadas localidades (por exemplo, em grandes centros urbanos, como as cidades de Nova York e São Paulo)”.

Ainda assim, é válido lembrar que essa crise ainda não chegou ao fim e novas ocorrências em países como Japão, Austrália e Espanha podem sugerir uma segunda onda de contaminação”, alerta.

A projeção atual do Santander para o Ibovespa é de 110.000 pontos, “assumindo uma contração anual de 30% no lucro por ação das empresas dentro do Índice em 2020, seguida de uma recuperação de 40% em 2021”.

“Como cenário alternativo, uma recuperação econômica em forma de V resultaria em um preço-alvo de 125.000 pontos, assumindo uma menor contração nos lucros e uma menor taxa de juros de longo prazo (6,0%), enquanto um cenário negativo (recuperação em L) levaria ao índice aos 72.000 pontos”, projeta.

Small Caps do Santander

A rentabilidade das Small Caps recomendadas pelo Santander em julho ficaram em mais 4,82%, enquanto o índice SMLL cresceu 8,35%.

No acumulado do ano, há perdas de 15,73% na carteira, contra recuo de 13,77% do SMLL.

A carteira de agosto fica com Banco Pan (BPAN4), EZTec (EZTC3), Qualicorp (QUAL3), Randon (RAPT4), São Martinho (SMTO3), Totvs (TOTS3), Unidas (LCAM3) e Yduqs (YDUQ3).

Dividendos

A carteira de dividendos do Santander para agosto recomenda BB Seguridade (BBSE3), BR Distribuidora (BRDT3), CPFL (CPFE3), Cyrela (CYRE3), Engie Brasil (EGIE3), Itaúsa (ITSA4), Taesa (TAEE11) e Telefônica (VIVT4).

Na rentabilidade, a carteira ficou com mais 6,52%, contra os 7,60% do Ibovespa.

No acumulado do ano, segue com perdas de 22,40%, contra os menos 12,02% do Ibovespa.