B2W (BTOW3) tem queda de 41,5% no prejuízo no 2TRI20

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação B2W

A B2W (BTOW3) registrou um prejuízo de R$ 74,6 milhões no segundo trimestre de 2020, uma melhora de 41,5% na comparação com igual período do ano passado.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 114,3 milhões, uma melhora de 27,8% sobre as perdas financeiras no segundo trimestre de 2019.

As despesas somaram R$ 576,4 milhões, contra R$ 344,7 milhões no mesmo período de 2019.

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A geração de caixa da B2W foi de R$ 72,4 milhões.

De acordo com a B2W, a geração de caixa no trimestre está associada à continuidade da forte aceleração do Marketplace e ao constante ganho de eficiência da operação de 1P, com foco na curadoria do sortimento para maximizar os resultados.

GMV

O GMV foi de R$ 6,714 bilhões, crescimento de 72,2% quando comparado aos R$ 3.899,2 milhões registrados no mesmo período.

No acumulado do primeiro semestre, o GMV apresentou crescimento de 50,7%, somando R$ 11,272 bilhões.

O marketplace atingiu R$ 4,107 bilhões, alta de 72,2%.

Ebitda

O lucro antes de juro, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 184,7 milhões, uma elevação de 67,6%.

A margem Ebtida atingiu 7,6%, baixa de 0,1 pontos percentuais.

Receita

A receita líquida atingiu 2,433 bilhões no trimestre, um crescimento de 67,3% na comparação anual.

O lucro bruto ajustado totalizou R$ 761,1 milhões, crescimento de 67,3% contra R$ 454,9 milhões no segundo trimestre de 2019.

Já o lucro bruto somou R$ 761,1 milhões no segundo trimestre, um aumento de 67,3% em relação ao mesmo período de 2019.

A margem bruta ficou em 31,3% no trimestre, alta de 0,5 p.p.

A B2W investiu R$ 171,5 milhões no segundo trimestre de 2020.

Tá, e aí?

O BTG Pactual avalia que a empresa apresentou resultados sólidos no segundo trimestre, como era esperado. E as perspectivas são fortes também em julho e agosto, apesar do ritmo ainda lento de reabertura da economia.

O banco destaca que a B2W atingiu 19,3 milhões de clientes ativos no segundo trimestre e conseguiu alcançar a marca de 30% e 50% das entregas totais no mesmo dia e em 48 horas na plataforma de gestão compartilhada dos ativos logísticos da B2W e Lojas Americanas.

Na avaliação do BTG, os resultados do segundo trimestre corroboram a aceleração do e-commerce no Brasil durante a pandemia.

Embora parte da migração de offline para online deva perder terreno nos próximos meses, com a reabertura do varejo, e apesar do ambiente macroeconômico mais volátil, a tendência é positiva para plataformas horizontais com grande variedade e tráfego, para o BTG.

Consolidação

Isso deve garantir uma consolidação de e-commerce mais rápida entre alguns vencedores em potencial, onde deve estar a B2W.

“O momento positivo para novas parcerias e aquisições, principalmente depois da capitalização de R$ 4 bilhões, sustentam a B2W como uma de nossas preferidas para 2020”, diz o relatório.

O Banco do Brasil também avaliou que o resultado foi positivo. Como esperava que o aumento das vendas se traduzisse em maior alavancagem operacional, o resultado líquido superou as projeções do banco, por conta do incremento na geração de caixa e consequente redução das despesas financeiras.

Cara ou barata

O Banco do Brasil e o BTG Pactual têm recomendação de compra para BTOW3.

O BB trabalha com preço-alvo de R$ 123,00 para o final do ano, até incorporar os resultados do segundo trimestre ao valuation.

O preço-alvo do BTG é R$ 120,00 para 12 meses.

Perto das 14h30 desta sexta-feira (14), BTOW3 estava cotada a R$ 114,00