Azul (AZUL4) registra queda de 90% no tráfego de passageiros em abril

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.

Crédito: Divulgação

A paralisação motivada pela pandemia do coronavírus e que atingiu diretamente o setor aéreo fez o tráfego de passageiros da companhia aérea Azul despencar 90% em abril na comparação com abril de 2019.

A taxa de ocupação ficou em 68,8%, contra 84,4% um ano antes. A oferta de assentos recuou 87,7% na mesma base de comparação.

No mercado doméstico, o tráfego teve uma queda de 89,3% sobre abril de 2019, para uma queda de oferta de 87,2%, o que gerou uma taxa de ocupação de 69,8%, frente a 83,7% em abril de 2019.

No mercado internacional, a queda do tráfego foi ainda maior, de 92,6%, e a oferta recuou 89,9%, o que significou uma taxa de ocupação de 64%, frente a 86,9% um ano antes.

Veja os números completos:

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Retomada

Em comunicado ao mercado, a companhia informou que entre 25 de março e 30 de abril, operou com uma malha essencial com 70 voos diretos por dia para 25 cidades e que, apesar das reduções na oferta, demanda e taxa de ocupação, foi o suficiente para compensar os custos variáveis.

“Acreditamos que estamos próximos a atingir um ponto de inflexão na demanda e esperamos retornar gradualmente nossos voos nos próximos meses”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.

No final de abril, a Azul informou que iria retomar a partir de maio os voos para Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Marabá (PA) e Fortaleza, Chapecó (SC), Teresina, São José do Rio Preto (SP) e Sinop (MT).

A companhia foi a primeira a anunciar o retorno de voos. A Gol planeja retomá-los a partir de 24 de maio.