Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e Latam podem receber até R$ 7 bi de bancos

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Divulgação

As três principais empresas aéreas do Brasil, Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e Latam, podem receber um pacote de incentivos de até R$ 7 bilhões nos próximos dias.

Segundo informações dos jornais Estado de S.Paulo e Valor Econômico, o pacote de auxílio desenhado por um sindicato de bancos coordenado pelo Bradesco e pelo BNDES, reforçaria o caixa das companhias com valores entre R$ 4 bi e R$ 7 bilhões, e chegaria já em junho.

Ao Estado de S.Paulo, uma fonte, sob condição de anonimato, assegurou que a proposta deverá ter uma sinalização – positiva ou não -, até o fim desta semana.

“As empresas têm de oferecer um instrumento de liquidez que seja aceito pelo BNDES e credores”.

Esse sistema citado, de acordo com o Valor Econômico, consistiria na emissão de debêntures combinado com um bônus de subscrição, com bônus sendo convertidos em ações das empresas e sendo oferecidos ao BNDES como forma de garantia.

Proposta

A ideia da proposta desenhada é que o BNDES garanta a compra de 60% dos títulos, os bancos garantam mais 10% e os 30% restantes fiquem com investidores privados.

As ofertas seriam 75% em debêntures e outros 25% nos bônus conversíveis em ações.

A reportagem do Estadão informou também que o modelo oferecido às companhias aéreas e que está sendo estudado por Azul, Gol e Latam poderia ser aplicado a outros setores com empresas na B3, como o varejo não-alimentício e a Embraer, que já tem negociações correndo em paralelo.

Entre as companhias aéreas, o maior cuidado para fechar o negócio é em relação à Latam, cuja sede é no Chile, mas que também tem negócios na Colômbia.

A análise é de que é preciso encontrar uma forma de levar segurança às garantias que poderiam ser dadas aos bancos justamente pela empresa ter seus negócios divididos entre países.

Recuperação do setor aéreo

Independentemente da aprovação do pacote de R$ 7 bilhões de ajuda para Gol, Azul e Latam, a recuperação do setor aéreo deve levar um bom tempo para acontecer.

O prazo estimado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês), para que a demanda por voos domésticos retorne aos níveis de 2019, anteriores à crise, é de pelo menos três anos.

As informações foram publicadas nesta quarta-feira (13) pela entidade, de acordo com o site da revista Exame.

Os voos internacionais, por sua vez, só deverão recuperar a demanda em 2024, pois esse tipo de passageiro resistirá um bom tempo até decidir fazer viagens mais longas, além das inúmeras dúvidas quanto às medidas de segurança adotadas pela região de destino.

Queda de 90%

Dos setores, o aéreo foi o mais afetado pela crise pandêmica viral, devido fechamento de fronteiras e medidas de isolamento social. No Brasil, a queda do número de voos chegou a 90%.

Previsão ‘otimista’

Entre os cenários projetados pelos analistas, o mais otimista dá conta de que a normalização desse mercado deverá acontecer somente a partir de 2023.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos