Avião da Boeing foi derrubado por dois mísseis iranianos, mostra novo vídeo

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Reprodução Daily Mail

Dois mísseis iranianos derrubaram o Boeing 737 da Ukranian Arlines no último dia 8 de janeiro. É o que mostram imagens divulgadas nesta terça (14) pelo site do jornal The New York Times. A queda, ocorrida numa região próxima ao aeroporto de Teerã, matou 176 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes.

Os mísseis foram lançados pelo Irã da mesma base militar em intervalos de 30 segundos, informa a reportagem do jornal americano.

Imagens legítimas

As imagens circularam pelas redes sociais e foram mostradas por emissoras de TV no Oriente Médio nesta terça. O jornal checou o vídeo e considerou as imagens legítimas.

No sábado o governo do Irã assumiu que a Guarda Revolucionária abateu o avião por engano.

O lançamento dos mísseis ocorreu na mesma noite em que o exército iraniano bombardeou bases iraquianas que abrigam tropas americanas no país.

A ofensiva foi uma resposta, disseram autoridades de Teerã, ao ataque americano que matou o general iraniano Qassem Soleimani no dia 2 de janeiro em Bagdá.

Prisões após acidente

O presidente do Irã , confirmou nesta terça-feira (14), a prisão de “alguns indivíduos” que tiveram participação na derrubada, acidental, do avião da Ukraine International Airlines no último dia 8 de janeiro.

Em comunicado oficial do governo, Rouhani não revelou nomes e nem quantas pessoas foram detidas, mas prometeu punição aos culpados e garantiu que “a responsabilidade recai sobre mais do que apenas uma pessoa”.

Pressionado pela população após assumir o disparo acidental do míssil que vitimou as 176 pessoas que estavam à bordo do avião, Rouhani voltou a afirmar que a “culpa” principal pelo erro humano que causou a tragédia foi dos Estados Unidos.

Primeiro passo

“Foram os EUA que criaram um ambiente agitado. Foram os EUA que criaram uma situação incomum. Foram os EUA que ameaçaram e levaram nosso amado (Soleimani)”, disparou, para, na sequência, fazer sua mea-culpa.

“As forças armadas iranianas admitirem seu erro são um bom primeiro passo. Devemos garantir às pessoas que isso não acontecerá novamente”, concluiu.