Avianca recorre ao Capítulo 11 de Nova York para evitar falência

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Instagram

A Avianca, assim como outras companhias aéreas, foi afetada gravemente pela crise do coronavírus. Para evitar fechar as portas, a companhia recorreu à Justiça.

Em comunicado postado em seu site oficial, a Avianca Holdings, segunda maior companhia aérea da América Latina, confirmou o pedido de recuperação judicial.

“Apesar dos resultados positivos do nosso plano ‘Avianca 2021’, acreditamos que, dada a suspensão total de nossas operações de passageiros e uma recuperação gradual, entrar nesse processo é uma etapa necessária para enfrentar nossos desafios financeiros”, explicou Anko van der Werff, CEO e presidente da Avianca Holdings.

Confiança na retomada

O executivo rotulou a crise do coronavírus, que derrubou os voos comerciais da empresa em cerca de 90%, como “a crise mais desafiadora dos 100 anos da Avianca”, mas se recusou a entregar os pontos.

“Quando as restrições impostas pelo governo às viagens aéreas acabarem e pudermos retomar gradualmente nossos vôos de passageiros, esperamos contribuir para o renascimento da economia na Colômbia e em nossos outros mercados importantes e para restabelecer nossos funcionários. Agradecemos imensamente o comprometimento de nossos colaboradores que atendem a mais de 30 milhões de passageiros que voam conosco todos os anos. Nosso objetivo continua sendo conectar pessoas, famílias e empresas. Nossos clientes podem ter certeza de que continuarão a contar com a Avianca para um serviço seguro, confiável e de alta qualidade, e nossos valiosos membros LifeMiles poderão continuar a ganhar e resgatar suas milhas, como sempre fizeram”, prometeu.

O que é o Capítulo 11 de Nova York

Para se manter de pé, a Avianca chegou a pedir auxílio do governo da Colômbia, seu país de origem, mas não obteve sucesso.

Por isso, entrou com pedido de recuperação judicial invocando ajuda do Capítulo 11 em Nova York, nos Estados Unidos.

O Capítulo 11 de Nova York nada mais é do que um Tribunal de Falência que permite à empresa solicitante, em dificuldades financeiras, continuar funcionando normalmente, dando a ela um tempo para chegar a um acordo com seus credores.

O procedimento, que pode ser requerido pela própria empresa, como foi no caso da Avianca, como pelos credores da companhia em dificuldades, significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal.

Em seu comunicado no site oficial, a Avianca explicou exatamente esse trecho do acordo firmado para salvar a companhia da falência total.

“O processo supervisionado pelo Tribunal pretende favorecer a continuidade das operações da Avianca, preservar empregos, manter a conectividade dos mais de 30 milhões de passageiros anuais da Companhia e promover a recuperação econômica da Colômbia e de outros mercados-chave”, diz parte do comunicado.

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“A  Avianca está comprometida em continuar a servir seus clientes com viagens aéreas seguras e confiáveis ​​e serviço de alta qualidade, à medida que as restrições de viagem geradas pela Covid-19 são gradualmente aumentadas, e continua suas conversas com os governos sobre suporte financeiro para o sucesso do processo”, completa.

Entre as medidas previstas no acordo de reorganização firmado no Capítulo 11 de Nova York estão ainda:

  • Proteger e preservar as operações para continuar atendendo aos clientes com viagens aéreas seguras e confiáveis, sob os mais rigorosos protocolos de biossegurança, à medida que as restrições de viagens geradas pelo COVID-19 são gradualmente aumentadas;
  • Garantir a conectividade, aumentar o investimento e o turismo, continuando a ser a principal companhia aérea da Colômbia, atendendo a mais de 50% do mercado doméstico no país e com serviços essenciais ininterruptos na América do Sul, América do Norte e América do Sul;
  • Preservar empregos na Colômbia e em outros mercados em que a Companhia atua, sendo a Avianca diretamente responsável por mais de 21.000 empregos diretos e indiretos em toda a América Latina, incluindo mais de 14.000 na Colômbia, e trabalhando com mais de 3.000 fornecedores;
  • Reestruturar o balanço e as obrigações da empresa para enfrentar os efeitos da pandemia do COVID-19, além de gerenciar suas responsabilidades, arrendamentos, pedidos de aeronaves e outros compromissos.

Presidente endossa ação

O presidente da companhia, Anko van der Werff, também defendeu a busca pelo caminho em Nova York como melhor alternativa para o atual momento da Avianca.

“Acreditamos que a reorganização do Capítulo 11 é a melhor maneira de proteger os serviços essenciais de viagens e transporte aéreo que fornecemos na Colômbia e em outros mercados da América Latina. A Avianca opera há mais de 100 anos, tornando-se a segunda companhia aérea do mundo a alcançar esse marco. Estamos confiantes de que, através desse processo, podemos continuar executando nosso plano “Avianca 2021”, otimizar nossa estrutura de capital e nossa frota de aeronaves e – com o apoio do governo – emergir como uma companhia aérea melhor e mais eficiente que funcionará por muitos anos”, concluiu.

Avianca no Peru

O comunicado da Avianca também confirmou que a Avianca Peru começará seu processo de dissolução e liquidação. Segundo a empresa, os clientes com passagens compradas da Avianca Perú SA terão várias opções de troca.

Segundo o site oficial da empresa aérea, as rotas operadas pela Avianca Perú SA não estarão mais disponíveis.

“A Avianca Holdings SA e outras subsidiárias continuarão a servir rotas de e para o Peru através de seus hubs em Bogotá e San Salvador, uma vez suspensas as restrições impostas pelas autoridades no âmbito da atual emergência sanitária”, diz o texto.

“A crise que estamos enfrentando atualmente teve efeitos tangíveis e preocupantes para todo o setor aéreo no mundo. Isso nos levou a tomar decisões difíceis para superar essa situação e dar continuidade à empresa ”, explicou o CEO e presidente Anko van der Werff.

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