Avaliação do governo Jair Bolsonaro é 38% bom/ótimo, aponta Exame

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A avaliação do governo Jair Bolsonaro é 38% bom/ótimo, segundo pesquisa divulgada pela revista Exame nesta sexta-feira (15).

A avaliação ruim/péssimo, soma 34%, enquanto 27% dizem que o governo é regular.

No ápice da pandemia, a avaliação negativa de Bolsonaro chegou a 50%, mas foi caindo nos últimos meses.

Já a maior avaliação positiva registrada pela Exame foi em janeiro de 2019, com 50%. No mesmo período, 22% disseram que o governo era ruim/péssimo.

“A avaliação e a aprovação do presidente Jair Bolsonaro oscilaram positivamente dentro da margem de erro em relação ao último levantamento. A Região Norte e o segmento evangélico da opinião pública seguem como pilares importantes de avaliação positiva”, explica Maurício Moura, fundador do Ideia, instituto de pesquisa especializado em opinião pública.

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Segundo ele, os efeitos do fim do auxílio emergencial ainda não foram plenamente capturados pelo imaginário da opinião pública brasileira.

A pesquisa foi feita com 1.200 pessoas, com homens e mulheres de todo o país. Tem grau de confiança de 95%

Avaliação governo Jair Bolsonaro

Salário mínimo é insuficiente

Quando perguntadas se aprovam ou desaprovam a maneira como Bolsonaro está lidando com seu trabalho como presidente, 37% disseram aprovar e outros 37% desaprovam.

Para a maioria dos brasileiros (70%), o governo federal deve continuar pagando o auxílio emergencial em 2021.

Outros 26% acreditam que o pagamento deve ser suspenso, pois o impacto negativo pode piorar ainda mais a economia brasileira.

Para 96% das pessoas, o aumento do salário mínimo de R$ 1.045 para R$ 1.100 é insuficiente para uma pessoa arcar com os custos do mês.

 

Congresso tem atuação regular

A Exame questionou ainda a atuação do desempenho do Congresso Nacional. Para 49%, a atuação é regular. Outros 18% avaliam como ruim, 15% dizem que é péssimo e, para 11%, é bom.

Mais da meta dos entrevistados (57%) não sabe que em fevereiro deste ano haverá eleição para presidentes da Câmara e do Senado. Outros 30% disseram saber da eleição para as duas casas.

Mas a maioria (77%) não sabe quem são os candidatos à presidência do Senado e Câmara.

“A pesquisa aponta um elevado grau de indiferença em relação ao desempenho do Congresso Nacional. Importante observar que em países presidencialistas essa diferença de opiniões entre o Executivo e o Parlamento é semelhante. O trabalho dos(as) presidentes tem mais visibilidade”, destaca Maurício Moura.

Avaliação Congresso Nacional

Brasil está atrasado na vacinação

Dois terços dos brasileiros (67%) acreditam que o Brasil está atrasado para começar a vacinação em comparação com outros países. Para 32% o país está no prazo adequado.

Mas mais da metade (57%) afirmou que não aceitaria pagar pela vacina contra a Covid-19. Enquanto que 22% aceitam pagar até R$ 100 e 14% pagariam de R$ 100 a R$ 250.

“A vacinação contra a covid-19, pelo contrário, tem alto grau de conhecimento e enorme descontentamento com o ritmo de vacinações empregado pelo governo. Para 67% o Brasil está atrasado [e isso pesa mais para a Região Norte e para os segmentos de menor escolaridade]”, explica Maurício Moura.

 

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