Aura Minerals (AURA33) começa a ser negociada em bolsa na segunda-feira

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

Os papéis da Aura Minerals (AURA33) começarão a ser negociados em bolsa na próxima segunda-feira (06). Os negócios no Brasil serão via recibo de ações (BDRs). Isso porque trata-se de uma companha estrangeira e a maioria dos seus ativos estão fora do Brasil.

A Aura Mineral já é listada na bolsa de Toronto, Canadá.

No contexto da distribuição pública, o preço por BDR foi de R$ 820,00, apenas investidores profissionais participaram da oferta.

Foram emitidas 331.033 recibos da Aura na oferta primária e 632.520 papéis na oferta secundária. Dessa forma, a operação atingiu R$ 790,1 milhões.

Desse montante, R$ 271 milhões irão para o caixa da Aura Minerals. Os recursos serão destinados para manutenção e expansão de ativos operacionais, exploração e desenvolvimento de projetos ainda não operacionais.

Além disso, serão usados para reforço da estrutura de capital da companhia.

Enquanto, os outros R$ 519,1 milhões vão para o acionista vendedor, o Monazita Resources.

Vale ressaltar que a Aura Minerals é primeira fabricante de ouro transacionada na B3.

Aura Minerals

A Aura é uma empresa canadense de produção intermediária de ouro e cobre, focada no desenvolvimento e operação de projetos de ouro e metais comuns nas Américas.

Os ativos produtores da companhia incluem a mina de ouro de San Andres em Honduras, a mina de ouro Ernesto/Pau-a-Pique no Brasil, a mina de cobre, ouro e prata de Aranzazu no México e uma mina de ouro pré-operacional nos Estados Unidos, Gold Road.

Além disso, a Aura possui mais dois projetos de ouro no Brasil, Almas e Matupá, e um projeto de ouro na Colômbia, Tolda Fria.

A companhia é controlada pela Northwestern Enterprises, que por sua vez é controlada pelo brasileiro Paulo Carlos de Brito, que detém 56,58% do capital.