Aura minerals (AURA33) atualiza projeções operacionais para 2020

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Mina de San Andres: Repredução / Aura Minerals

A Aura Minerals (AURA33) atualizou nesta quarta-feira (18) suas projeções operacionais e financeiras para o ano de 2020, na produção de onças equivalentes de ouro, custo caixa da operação por onça, e gastos de capital, abertas por tipo de investimento.

“A projeção atualizada para a produção total está dentro da faixa da projeção anterior, com pequenas alterações nas unidades de negócios”, explica a Aura Minerals.

Em San Andres, há pequena redução, em função das fortes chuvas no terceiro trimestre e impacto do Furacão Eta, que atingiu o país no início de novembro, afetando as atividades de mineração

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As Minas EPP tiveram aumento da produção, “em decorrência do alongamento do corpo de minério com teores mais elevados e melhor proporção estéril/minério, principalmente da mina Lavrinha”.

Já em Gold Road, há “ligeira redução na produção como resultado da curva de aprendizado durante o ramp-up da operação”.


Divulgação / Aura Minerals

Custo de Caixa

A Aura Minerals informou ainda que projeção atualizada para custo de caixa por onça equivalente está “dentro da faixa da projeção anterior, bem como para as minas de San Andres e EPP”.

Uma pequena mudança da unidade de negócios de Aranzazu aconteceu devido ao desenvolvimento secundário na mina – uma preparação para maior produção -, alimentação da planta e sequenciamento da mina.


Divulgação / Aura Minerals

Aura MInerals presta esclarecimento da B3 sobre captação de recursos

A B3 (B3SA3) mandou ofício em 17 de novembro, pedindo esclarecimentos sobre notícia veiculada pelo jornal Valor Econômico, no mesmo dia, sob o título “Aura Minerals faz plano de investimento de cinco anos”.

Ali, constam informações que a empresa, depois de abrir o capital e captar R$ 790 milhões, dá início ao planejamento de dobrar suas operações no mundo até 2025. A companhia deve investir R$ 1,5 bilhão no período.

Segundo o Valor Econômico, “a operação brasileira deverá receber dois terços desse valor”.

E segue: “a meta da mineradora é dobrar de tamanho em cinco anos. Com todos os projetos, a operação brasileira, que hoje representa um terço da receita, deverá responder por 50% até 2025”.

A empresa respondeu que “a notícia veiculada não descreve novos fatos, decisões, planos ou projeções, mas apresenta um somatório de informações já divulgadas nos materiais públicos disponibilizados nos devidos canais”.

Ainda esclareceu que “a informação veiculada de que a companhia captou R$ 790 milhões em seu IPO é incorreta”.

“Ainda que este tenha sido o tamanho da oferta pública de ações, parte deste montante foi destinado a acionistas vendedores, participantes como ofertantes em oferta secundária”, seguiu. “Desta forma, esclarecemos que a captação pela companhia na oferta primária foi de aproximadamente R$ 271 milhões”.

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