Aumento de gastos preocupa BC e bancos; veja outros destaques

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Economicos do Senado.

Reunido ontem com ministros TCU, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, manifestou preocupação com interpretação que pode ser dada à transferência ao Tesouro do lucro do BC com as reservas cambiais.

Conforme o Valor, o governo quer que o BC transfira cerca de R$ 400 bilhões desse “lucro”, uma forma a aliviar o endividamento da União.

Já a Folha de S. Paulo informa que os bancos temem que Bolsonaro vire uma Dilma e gaste mais do que pode.

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Na avaliação de banqueiros, gestores de grandes fundos de investimento e economistas, existe o risco de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pisar no acelerador dos gastos.

Com isso, ele pode seguir os passos de Dilma Rousseff (PT) .

A ex-presidente foi alvo de impeachment por descumprir regras fiscais e, assim, cometer crime de responsabilidade.

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Aumento de gastos preocupa BC

Oi planeja captar mais R$ 2 bi

A Oi (OIBR3) está se preparando para captar mais R$ 2 bilhões até o fim deste ano ou, no máximo, até o começo do ano que vem.

Segundo o Estadão, o dinheiro será usado para bombar a expansão das redes de fibra ótica pelo país, foco das suas operações.

Aliás, os próprios ativos de fibra serão usados como garantia da nova captação.

Para isso, a tele precisará obter a aprovação dos credores à sua proposta de aditamento ao plano de recuperação judicial, que será submetido à votação em assembleia no dia 8 de setembro.

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Klabin de bem com a Bolsa

Com o forte desempenho operacional do segundo trimestre, a Klabin confirmou que é capaz de crescer em ambientes turbulentos.

Segundo o Valor, a companhia vive hoje seu melhor momento, tanto em resultado quanto em valorização em bolsa.

Com um projeto de R$ 9,1 bilhões em investimentos em curso, a companhia já traçou novas rotas de expansão até o fim da década.

A unit da Klabin renovou ontem (17) a máxima histórica, alcançada na última quinta-feira, ao avançar mais 2,1%, para R$ 25,68, em um pregão de baixa do Ibovespa. Ainda assim, pode haver espaço para mais valorização.

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Para Restoque, lojas reagiram

O comando do grupo de moda Restoque disse ontem que as vendas em julho e agosto estão acima do projetado e se esse cenário for mantido, o ano de 2021 será forte, com tendência mais clara de recuperação.

Conforme o Valor, a companhia é dona de marcas como Le Lis Blanc, Dudalina, John John e Rosa Chá, e as vendas passaram em julho de 45% do verificado em 2019 para 74% em agosto e os números estão acima do projetado para o período.

A taxa de conversão de tráfego em vendas sobe também além do projetado desde julho. Os números parecem indicar uma tendência de aceleração e trazem confiança de uma recuperação mais rápida neste segundo semestre de 2020.

Para Restoque, lojas reagiram

Para Restoque, lojas reagiram

EUA e China devoram a carne brasileira

Relatório do BTG Pactual projetava o desempenho financeiro dos frigoríficos no segundo trimestre com resultado positivo, mas os números vieram ainda melhores.

Segundo o Valor, no auge da pandemia, fabricar carne bovina, uma commodity de margens em geral acanhadas, foi especialmente rentável.

JBS e Marfrig, as duas principais indústrias de carne bovina do planeta, geraram tanto caixa que faz parecer difícil se alavancar, o que é um feito para um setor acostumado a endividamento elevado.

No segundo trimestre, ambas atingiram o menor índice de endividamento da história. Juntas, geraram quase R$ 14 bilhões em caixa livre.

EUA e China devoram a carne brasileira

EUA e China devoram a carne brasileira

Investidor estrangeiro 

Além de ter registrado a saída mais intensa de capital estrangeiro para portfólio em 2020 entre todos os emergentes, a imagem negativa que o Brasil mantém lá fora deve resultar em uma recuperação mais lenta aos níveis pré-crise na comparação com os pares, avaliam gestores e economistas consultados pelo Valor.

De acordo com o Valor, com dados do Instituto Internacional de Finanças (IIF), mesmo com alguma recuperação em junho, o país ainda registrava uma saída líquida de capitais de não-residentes de US$ 25,5 bilhões no fim do primeiro semestre.

O rombo é praticamente o dobro dos US$ 13,7 bilhões do México, por exemplo.

Assim, o estoque de capital estrangeiro em portfólio no Brasil caiu para US$ 293 bilhões no fim de junho, segundo dados do Banco Central.

Também houve uma melhora em relação aos R$ 255 bilhões registrados no fim de março. No entanto, ele continua no menor nível desde o segundo trimestre de 2015.

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Investidor estrangeiro em marcha lenta para com o Brasil

Brasil entre EUA e China no 5G

O plano do governo americano batizado de Clean Network (em português, redes limpas), que deixa a chinesa Huawei fora da estrutura de redes de tecnologia 5G “não estará completo sem o Brasil”.

A afirmação é do subsecretário de Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado americano, Keith Krach, em entrevista ao Estadão.

Com o leilão de frequências 5G previsto para o ano que vem, o Brasil virou uma peça central na guerra tecnológica entre os dois países.

Segundo Krach, os EUA estão “prontos para garantir de qualquer forma uma tecnologia 5G aberta, inovadora e confiável” no Brasil”.

EUA e Brasil no 5G, mas sem a China

EUA e Brasil no 5G, mas sem a China

‘Timidez’ de texto da Lei do Gás

Agentes do setor de gás natural classificaram o Projeto de Lei 6.407, a chamada Lei do Gás, como um “tímido”, que não resolve todas as questões do setor, em debate promovido pelo Estadão.

Na visão dos especialistas, para garantir o aproveitamento do abundante gás que será produzido no pré-sal é necessário criar um incentivo à demanda, como as termoelétricas a gás, a exemplo do que acontece com as lojas âncoras de um shopping center.

Previsto para ir à votação nos próximos dias, após ganhar urgência no fim de julho, na Câmara dos Deputados, o PL 6.407 visa a destravar o mercado de gás natural no Brasil e com isso aumentar a concorrência e reduzir o preço do insumo.

O BNDES e as Aéreas

Logo após a Covid-19 se tornar uma pandemia, em março, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, anunciou que estudava lançar um pacote de apoio ao setor aéreo, um dos mais afetados pela crise.

Em maio, as três principais companhias aéreas do país receberam cartas com condições gerais da linha de apoio.

Mas, até agora, de acordo com o Estadão, quase cinco meses após o primeiro anúncio, nenhuma operação foi fechada, embora o BNDES tenha aprovado, em meados de julho, R$ 3,6 bilhões para o programa.

Com esse orçamento, cada companhia poderá levantar no máximo R$ 2 bilhões – inicialmente, a cifra era na casa de R$ 3 bilhões. Impasses nas negociações entre o banco de fomento e as companhias são apontados como motivo para a demora.

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O BNDES e as Aéreas

Coronavírus

De acordo com o consórcio de imprensa formado para cobrir a pandemia do novo coronavírus, os números estão assim:

Casos confirmados: 3.359.570;
Recuperados: 2.699.080;
Mortes: 1088.536.