Consultoria diz que atividade econômica deve desacelerar no fim do ano

Paulo Amaral
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Apesar de a economia ter iniciado o quarto trimestre indicando aceleração no período, a percepção atual é que poderá haver queda nos setores da indústria e de serviços.

Rodrigo Nishida, da LCA Consultores, indicou que o IBC-Br poderá registrar queda de 0,1% em novembro. “Provavelmente, deve ter certa acomodação, com números um pouco menos expressivos”, comentou, ao Valor Econômico.

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“Olhando para a indústria, vemos alguns indicadores fracos, com destaque para a produção automobilística, que teve queda relevante, muito por causa do acúmulo de estoques a partir da demanda externa mais baixa”, emendou Nishida, fazendo referência à crise na Argentina.

Segundo levantamento da Anfavea, a produção de carros e comerciais leves caiu 11,27% em novembro quando comparada ao mês anterior. “Isso deve continuar afetando a indústria em dezembro”, projetou o economista da LCA.

Varejo

Quanto ao varejo, a visão para o mês segue positiva, principalmente pelas compras realizadas na Black Friday e também para o Natal.

Com a taxa de juros em níveis baixos, Flávio Serrano, economista-chefe do banco Haitong, destaca o aumento da demanda por crédito.

“A oferta também cresce, mas ainda com limitações, porque alguns bancos podem estar restritivos diante do desemprego”, diz Serrano. A perspectiva, segundo ele, é que o trabalho com registro e a massa salarial avancem em 2020.

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