Pregões inesquecíveis: há 20 anos, terror de 11 de setembro abalava os mercados

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Internet

Neste sábado (11) completam-se 20 anos dos ataques às Torres Gêmeas dos Estados Unidos, episódio que, certamente, foi uma das maiores tragédias da história contemporânea mundial.

O fato marcou a humanidade, ceifando quase 3 mil vidas, e foi o estopim para grandes iniciativas dos Estados Unidos no combate ao terrorismo – sobretudo, ao líder do grupo terrorista responsável pelos ataques, Osama Bin Laden.

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No mercado financeiro, os impactos foram sentidos no mundo inteiro. Enquanto os Estados Unidos fecharam as Bolsas de Valores por dias, no Brasil, o Ibovespa sofreu forte pressão nas vendas e chegou a acionar o circuit breaker.

Como aconteceu o ataque de 11 de setembro?

Eram 8h46 de uma terça-feira, 11 de setembro, quando o voo 11 da American Airlines colidiu com a Torre Norte do World Trade Center.

Pouco mais de 15 minutos depois, às 9h03, o voo 175 da United Airlines atingiu a Torre Sul.

O que inicialmente era tido como um grande acidente aéreo de proporções descomunais, se transformou na certeza de um ataque terrorista após um terceiro avião atingir o Pentágono. E um quarto ser derrubado no caminho para Washington.

Diante da tragédia que se instalou, a população dos EUA ficou em estado de choque, ao mesmo tempo em que telespectadores do mundo ficaram perplexos ao acompanhar o desmoronamento das Torres Gêmeas.

O número de vítimas fatais incluiu 2.606 pessoas no World Trade Center, 125 no Pentágono e 246 nos quatro aviões.

Além disso, um relatório de 2002 da Controladoria de Nova York estimou o custo dos danos físicos do 11 de setembro em US$ 55 bilhões.

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11 de setembro

Reprodução/Capas de jornais e revistas

O fechamento da bolsa de valores de Nova York 

No momento em que ocorreram os ataques, o pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) ainda estava fechado.

Então, para evitar que o mercado de ações entrasse em colapso, a NYSE e a Nasdaq nem chegaram a abrir as negociações naquele dia. E permaneceram fechadas até 16 de setembro, o que representou a maior paralisação desde o crash de 1929.

Vale lembrar ainda que muitas corretoras e outras empresas do segmento financeiro tinham escritórios no World Trade Center e não foram capazes de funcionar na esteira da trágica perda de vidas e colapso de ambas as torres.

Em 17 de setembro, primeiro dia de negociação da NYSE após o atentado, o Dow Jones caiu 684 pontos, uma queda de 7,1%, batendo o recorde de maior perda para um dia de negociação.

No fechamento daquela semana, as bolsas americanas registraram uma das maiores perdas da história. O Dow Jones caiu mais de 14%, o índice S&P 500 perdeu 11,6%, enquanto o Nasdaq recuou 16%.

Simultaneamente, um valor estimado em US$ 1,4 trilhão foi perdido nos cinco primeiros dias após a retomada das negociações nas Bolsas americanas.

Como já era previsto, as ações mais impactadas pela derretimento do mercado foram no segmento de companhias aéreas e seguros.

As ações da American Airlines, que no dia 10 de setembro eram cotadas a US$ 29,70 por ação, recuaram 39% no fechamento do dia 17 de setembro.

Já os papeis da United Airlines passaram de US$ 30,82 para US$ 17,50, uma queda de 42%.

Em sentido contrário, o preço do ouro saltou quase 6%, refletindo a incerteza e a busca por segurança dos investidores em pânico.

O preço do gás e do petróleo também dispararam, à medida que surgiram temores de que as importações de petróleo do Oriente Médio seriam reduzidas.

Impacto na Bolsa Brasileira

No Brasil, a sessão da terça-feira, 11 de setembro, chegou a abrir normalmente, no entanto, seu funcionamento durou somente o período da manhã.

Em apenas uma hora após o início dos negócios, o Ibovespa havia derretido mais de 7%.

A Bolsa paulista suspendeu o pregão às 11h15, ao acionar o circuit breaker. No dia, o Ibovespa fechou em queda de 9,18%.

Cerca de 13% de todas as ações da Bolsa brasileira atingiram suas cotas mínimas dos últimos 12 meses naquele dia, o equivalente a 46 companhias.

A Bolsa no Brasil, assim como na maior parte do mundo, só voltou a funcionar no dia seguinte.

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