O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) divulgou nesta quarta-feira (18) a ata do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), formado por dirigentes da instituição.
Os membros discutiram em sua reunião de julho o início da redução do ritmo de suas compras mensais de títulos, indicando que isso deve ocorrer até o fim deste ano.
Também votaram para manter as taxas de juros de curto prazo perto de zero, ao mesmo tempo expressando otimismo sobre o ritmo de crescimento econômico.
Dirigentes do Fed notaram que a inflação subiu mais que o esperado em 2021. Para participantes, a inflação transitória traz dúvida sobre estabilidade de preços.
Dessa forma, muitos dirigentes notaram que fatores temporários podem manter inflação alta no ano que vem.
Por fim, a Ata mostrou que os dirigentes do Fed ainda estão divididos em relação ao início do “tapering” e como ele será feito, embora a maioria considere mais adequado começar ainda neste ano. Permanece a dúvida se a economia já apresentou “progresso substancial” para justificar a redução das compras de ativos. As incertezas sobre os impactos da variante Delta e a persistência da inflação também são apontados como fatores de atenção pelo Fed.
Emprego e atividade econômica
De acordo com a ata, a atividade econômica e o emprego seguiram se fortalecendo com progresso da vacinação contra Covid-19.
A atividade seguiu expandindo em ritmo rápido apesar de gargalos na oferta.
Os setores mais afetados pela pandemia melhoraram, mas ainda não se recuperaram plenamente.
Dessa forma, segundo a ata, a trajetória da economia ainda depende da evolução da pandemia, e riscos permanecem no radar.
Reação do mercado
Após à ata do Fed as bolsas em NY apresentam leve queda. O S&P 500 recua 0,30%, o Nasdaq cai 0,07% e Dow Jones teve baixa de 0,40%.
O Ibovespa opera aos 118.301,54 pontos, alta de 0,34%.
No câmbio, o dólar registra ganhos de 1,33%, a R$ 5,339.