ARZZ3, FLRY3, PSSA3, SANB11 e UGPA3 entram na carteira da Planner

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Divulgação / Arezzo

A Planner realizou modificação em metade de sua carteira para junho. Entraram Arezzo (ARZZ3), Fleury (FLRY3), Porto Seguro (PSSA3), Santander (SANB11) e Ultrapar (UGPA3) nos lugares de Engie Brasil (EGIE3), JBS (JBSS3), Petrobras (PETR4), Telefônica (VIVT4) e Vale (VALE3).

A carteira teve bom desempenho em maio, com alta de 8,91%, contra 8,57% do Ibovespa, uma diferença de 0,34 ponto percentual. No ano, o acumulado é de 8,89% negativos, o que ainda é melhor do que a performance do Ibovespa, que caiu 24,42%.

Os outros cinco papéis da carteira da Planner, que continuam em junho, são Locamerica (LCAM3), Magazine Luiza (MGLU3), Sanepar (SAPR11), São Martinho (SMTO3) e Totvs (TOTS3).

“O Ibovespa encerrou o mês de maio com valorização de 8,57%, a despeito de todos os problemas causados pela pandemia da Covid-19 no mundo e passando a percepção de uma batalha que deve durar alguns meses, com as apostas concentradas no descobrimento e produção de uma vacina para a doença”, diz o relatório da Planner.

“As medidas de isolamento social, pelo menos o Brasil, não têm apresentado resultados ainda suficientes para uma flexibilização da economia, o que, mesmo assim, deverá acontecer ainda que sob o risco de um repique da contaminação, conforme observado em outros países. No nosso país, acelerou o número de mortes com a doença, neste final de maio”, segue.

Ambiente político

Os analistas da Planner entendem que o cenário no Brasil é pior do que nos outros países por conta também do ambiente político tumultuado.

“Se não bastasse o coronavírus, o ambiente politico, interno e externo, não tem ajudando nem um pouco. No Brasil, as rusgas políticas entre o governo federal e os estaduais, por conta da prorrogação da quarentena e a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22/04, realizada somente na sexta-feira (22/05) deu espaço para muitas especulações sobre o conteúdo do material, que acabou não tendo o impacto que se imaginava”, lembram no relatório.

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Com elevado grau de incertezas, a empresa foca “em ações de empresas sólidas e com potencial para atravessar esta montanha de desafios com menor sofrimento”.

ARZZ3 entra na carteira

“Oportunidade na ação”, justifica a Planner, para incluir os papéis da Arezzo (ARZZ3) em sua carteira de junho.

Para a corretora, a companhia mostrou “um bom desempenho operacional e financeiro mesmo em tempos de pandemia”.

A Arezzo já vem promovendo a reabertura de suas lojas e operando agressivamente nas vendas online: “temos recomendação de compra para a ação com preço justo de R$ 45,50”.

Em 1º de junho, o ARZZ3 está valendo R$ 42,80.

Fleury e os efeitos da pandemia

Mesmo refletindo nos seus resultados do 1T20 os efeitos da pandemia, a Planner recomenda os papéis da Fleury.

“A despeito das dificuldades enfrentadas, a Fleury mostra um histórico de crescimento consistente no longo prazo o que reforça a expectativa de que a empresa pode superar este momento adverso, já nos próximos trimestres. Temos recomendação de COMPRA para a ação com preço justo de R$ 26,70.

No primeiro dia do mês, a ação fechou a R$ 23,99.

Porto Seguro e Ultrapar

A ULtrapar (UGPA3) entra com a esperança de reverter as fortes perdas recentes.

“Em 2020, com a pandemia de Covid-19 e as medidas de distanciamento social, aumentou a percepção negativa quanto à venda de combustíveis, o que levou a novas quedas de UGPA3. Porém, com o iminente relaxamento da quarentena, existem expectativas positivas para a rápida retomada nas vendas de combustíveis”, defende a Planner.

A recomendação é de compra com preço justo de R$ 27,00 por ação e potencial de alta de 58%. A ação fechou o primeiro dia do mês com alta de 0,41%, valendo R$ 17,19.

Já a Porto Seguro (PSSA3), a Planner vê “espaço de valorização após o fraco desempenho este ano, notadamente nos meses de abril e maio. A empresa se destaca pela liderança nos segmentos de Seguro Auto, Residência e Empresarial e deve se beneficiar num cenário de retomada da atividade econômica e melhoria do ambiente de negócios”.

A recomendação de compra e preço justo de R$ 70,00 por ação, que neste 1º de junho fechou em queda de 0,89%, a R$ 46,88.