Arrecadação federal cresce 35,47% em julho, a R$ 171,27 bi, dentro das expectativas

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A arrecadação da Receita Federal cresceu 35,47% em julho em termos reais sobre o mesmo mês do ano passado. No total, soma-se R$ 171,270 bilhões, valor recorde para o mês, informou a Receita Federal nesta quarta-feira (25). O valor arrecadado no mês passado foi o maior para meses de julho da série histórica, iniciada em 1995.

Conforme o que foi divulgado pela Receita, houve também aumento de 23,67% na margem, ante junho.

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou a arrecadação de julho, que “veio R$ 270 bilhões acima do previsto”. “Há efeito da inflação, mas há inequívoco vigoroso crescimento econômico [também]”, afirmou.

O resultado ficou dentro do intervalo de projeções feitas pelo mercado. O Broadcast Projeções ouviu instituições que estimaram a faixa de R$ 140,400 bilhões a R$ 184,400 bilhões, com mediana de R$ 157,850 bilhões.

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Já no acumulado do ano, a arrecadação teve alta real de 26,11%, em valores nominais (com correção de inflação pelo IPCA). O montante total somou R$ 1,053 trilhão, também sendo o maior volume para o período da série, desde 1995.

De acordo com a Receita, o destaque foi o crescimento real de 55,31% da arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e da CSLL no mês, para R$ 41,1 bilhões.

Além disso, a arrecadação da Cofins e do PIS/Pasep subiu 33,2%. O desempenho foi atribuído pelo governo ao aumento das vendas de serviços e bens em junho. E ainda, ao menor volume de compensações tributárias em julho.

O resultado do mês também foi beneficiado por um aumento real de 16,6% da receita previdenciária sobre julho de 2020. Durante o ano, os prazos de pagamento foram prorrogados por causa da pandemia da Covid-19.