Argentina limita compra de dólares para conter crise cambial

Comprar dólar na Argentina ficou ainda mais difícil, pelo menos para quem mora lá

regiane delfino medeiros
Eu Quero InvestirColaborador do
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Crédito: geralt / Pixabay

A situação econômica e política na Argentina não anda nada boa. Prova disso são as últimas polêmicas medidas do governo Macri para colocar a economia nos eixos novamente.

Entre as mais recentes imposições do governo está a limitação para a compra de dólares anunciada pelo Banco Central Argentino no último domingo (01/09).

Como funciona a medida?

O governo argentino definiu um teto para compra de dólares. Então é permitido adquirir, no máximo, U$ 10 mil por pessoa física. Sendo que para valores acima disso, só mediante autorização especial.

Já para as empresas a regra é outra. Nesse caso, a pessoa jurídica precisaria pedir autorização junto ao Banco Central para adquirir dólares.

Além disso, O Banco Central estabeleceu um prazo de 5 dias, a contar da publicação da medida, para os exportadores repatriarem a moeda estrangeira.

Cabe lembrar ainda que essas medidas não se aplicam a turistas que estiverem de passagem pelo país.

Qual o objetivo da medida?

O governo temia que a população, em uma busca desesperada para proteger o dinheiro, sacasse todo o peso e o convertesse em dólar. O que provocaria um agravamento ainda maior na desvalorização da moeda oficial do país, o peso argentino.

O país vem enfrentando uma forte desvalorização cambial e nos últimos meses a situação agravou ainda mais. Na última segunda feira (02/09) 1 dólar estava custando mais do que 55 pesos.

Então, essas medidas, de acordo com o Banco Central, visam manter a estabilidade do câmbio e proteger poupadores. Além do mais, o governo pretende com isso reduzir a fuga de capital estrangeiro.

Isso porque o país corre o risco de esgotar suas reservas líquidas, que atualmente estão abaixo de 15 bilhões de dólares. E isso pode acontecer dentro de semanas, se continuar perdendo dinheiro nessa velocidade.

 O que agravou a crise na Argentina?

O resultado das eleições primárias, em agosto passado,  mostrou que o governo atual, favorável ao mercado, tem poucas chances de manter o poder nas pesquisas de outubro.

O resultado disso foi desastroso. No dia seguinte o reflexo já foi sentido pela Bolsa de Valores argentina, que caiu quase 38% em um único dia. Mas os impactos foram além, o peso caiu mais de 25% no mês passado, as taxas de juros dispararam e a inflação saiu de controle.

Como resultado, houve uma fuga de capital ainda maior, desvalorizando ainda mais o câmbio e piorando ainda mais a inflação. Ou seja,  retroalimentando esse circulo vicioso da economia.

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