Argentina decreta quarentena total e obrigatória a partir dessa sexta (20)

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Clarín

O presidente argentino, Alberto Férnandez, decidiu, com o apoio de governadores de províncias, ministros e até mesmo da oposição, que o melhor caminho para conter a curva de contágio do novo coronavírus, o Covid-19, seria decretar a total e obrigatória quarentena em todo o país.

A medida começa a valer a partir da 0h de sexta-feira (20) e vai até, pelo menos, dia 31 de março. Dependendo dos resultados diante da epidemia, pode ser prorrogada.

O que abre e fecha na quarentena

Com a medida, ninguém poderá sair de casa.

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O único destino permitido será para supermercados, postos de gasolina, farmácias e hospitais, que seguem funcionando. Saque em dinheiro em caixas automáticos perto de suas residências também será permitido, bem como a médicos, hospitais e postos de saúde.

Todo o comércio que não esteja relacionado a venda de alimentos e remédios será fechado, incluindo bares, restaurantes, cinemas, teatros, lojas, comércio de rua, shopping centers, entregas delivery e correlatos.

Todo e qualquer deslocamento que não seja para essas finalidades fica proibido.

Qualquer deslocamento fora dessas condições, durante a quarentena, precisa de autorização das autoridades de saúde.

Quem fará a patrulha pelo país será o exército e os policiais locais.

A punição para o não cumprimento é de prisão de 1 a 15 anos.

Casos

A Argentina tem contabilizado, no momento da decisão, 128 casos confirmados e tem outros 224 à espera de confirmação. Até o momento, três pessoas morreram em decorrência do Covid-19.

Segundo o jornal argentino Clarín, “‘a experiência internacional’ é o que levou Fernández a acelerar as restrições, mais do que a própria dos evolução dos casos no país. Os exemplo que a Casa Rosada se espelha são os da Espanha e da Itália, especialmente a Itália, que subestimou o avanço da crise e agora está mais afetado do que a China”.

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