Argentina: Senado debate recomposição da dívida pública

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Jorono/Pixabay

O Senado da Argentina esteve reunido nesta quarta-feira (05) para discutir o projeto de lei que remodelará a dívida pública. Segundo a AFP, a proposta, que já teve aprovação da Câmara, permite ao Executivo amplos poderes. Atualmente, a dívida pública argentina soma 311,25 bilhões de dólares. Montante que representa cerca de 91,6% do seu Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados do Ministério da Economia setembro de 2019.

De acordo com o projeto debatido, o executivo argentino pode realizar “trocas e/ou reestruturações dos serviços de vencimento de juros e amortizações de capital dos títulos públicos emitidos sob lei estrangeira”. A expectativa do presidente Alberto Fernández é de renegociar com os credores até a data limite de 31 de março. Pois, a partir daí, os valores se tornarão ainda mais altos.

Ao todo, a soma chega a US$ 34,3 bilhões em 2020, dos quais US$ 30 bilhões respondem à legislação local. Enquanto os outros US$ 4,3 bilhões estão sob legislação internacional, o que pode envolver a deliberação de tribunais estrangeiros. Já em dividendos com organismos bilaterais e donos de títulos privados, a Argentina deve renegociar cerca de US$ 195 bilhões. O que equivale a 57% do PIB local.

Antes de chegar ao Senado argentino, o resultado na Câmara contou com apenas uma abstenção, 224 votos pela aprovação, e dois contra. Em passagem pela Europa, o presidente Fernández visita os países em busca de respaldo político para o enfrentamento da dívida. Na França, ele recebeu apoio oficial do presidente Emmanuel Macron.

Apoio à Argentina

“A França se manterá junto a vocês”, garantiu Macron. E afirmou que “se mobilizará com o Fundo Monetário Internacional e outros sócios para ajudar a Argentina a voltar para o caminho do crescimento, de uma dívida sustentável”. Segundo Macron, “a situação econômica da Argentina é um tema de preocupação e de mobilização”. Ele relembrou também que a França sempre deu apoio à Argentina e que continuará mobilizando esforços para a estabilização econômica.

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Enquanto o presidente argentino se declarou satisfeito como apoio recebido, uma vez que prioriza a reestruturação da dívida. “Resolver o problema da dívida é uma condição necessária para poder crescer e o Fundo Monetário tem de saber nos ouvir e ouvir nossa proposta”.

Entre os acordos da Argentina está o Fundo, assinado em 2018, instituição que soma um montante de US$ 57 bilhões. Até agora US$ 44 bilhões foram entregues à Argentina pelo FMI.


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