Argentina deixa negociações do Mercosul

Rebeca Torres
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Crédito: DavidRockDesign / Pixabay

A Argentina decidiu se retirar das negociações do Mercosul. As razões para a decisão seriam a necessidade de focar no combate ao coronavírus e na economia interna.

Os demais participantes do bloco tomaram conhecimento da debandada argentina na última sexta-feira (24), quando ocorreu uma videoconferência dos países membros, comandada pelo Paraguai, que está na presidência rotativa do bloco.

Segundo o G1, o comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai salientava que a Argentina abriu mão de participar das negociações atuais e das negociações futuras do bloco.

“A Argentina informou que adotou a medida para atender as prioridades da sua política econômica interna. E indicou que não será obstáculo para que os demais estados prossigam com as negociações”, informou.

A postura argentina causou estranheza e pode dificultar as negociações do bloco. Isto porque, de acordo com as regras atuais do Mercosul, todos os países precisam validar as decisões.

No entanto, ficam de fora os acordos já concluídos, como, por exemplo, aqueles que já foram firmados com a Europa.

Em entrevista concedida à rádio RFI, o economista Marcelo Elizondo afirmou que a ruptura argentina é inédita. E que a decisão prejudicará o próprio país.

“Não é nada saudável para o Mercosul. Nunca houve ruptura desse tipo. O Mercosul decidiu internacionalizar-se e a Argentina não vai acompanhar”, avalia Elizondo. Ele é diretor da consultoria Desenvolvimento de Negócios Internacionais (DNI) especializada em Mercosul.

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