Arezzo (ARZZ3) adquire Reserva por R$ 715 milhões

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Arezzo passa da defesa ao ataque

A Arezzo (ARZZ3) anunciou nesta sexta-feira (23) que comprou o grupo de moda carioca Reserva por R$ 715 milhões. O acordo de associação inclui as seis marcas do grupo. Ou seja, além da Reserva, estão incluídas a Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK.

Assim, a partir de agora, além de calçados e bolsas, o grupo Arezzo & Co passará  a comercializar itens de moda masculina, feminina e infantil, incluindo roupas e acessórios. A expectativa é ampliar em até 3,5 vezes o mercado da empresa.

O acordo prevê um aumento de capital da Vamoquevamo, que tem participação na Tífere, dona da marca Reserva, com a Arezzo subscrevendo a totalidade das ações emitidas.

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Com a operação, os acionistas da Reserva receberão uma parcela em dinheiro e participação societária na companhia correspondente a aproximadamente 8,7% do capital social total da Arezzo. Assim, dos R$ 715 milhões, R$ 225 milhões são em dinheiro e o restante em ações.

“A operação insere-se na estratégia da companhia de complementar seus negócios no setor de moda e varejo, ampliar sua oferta de produtos e expandir seu portfólio de marcas buscando consolidar-se como uma house of brands”, explica a Arezzo.

Após o acordo, a Arezzo terá um braço exclusivo de vestuário e lifestyle do grupo. Rony Meisler, sócio fundador da Reserva, será CEO da operação. Os sócios minoritários da Reserva, Fernando Sigal, Jayme Nigri e José Alberto da Silva, continuarão como administradores da Reserva. O foco será ampliar as competências digitais e tecnológicas da empresa e atender critérios de ESG (environmental, social, governance).

Mas a efetivação da operação está condicionada à verificação de determinadas condições suspensivas. Ou seja, ainda deve-se esperar pela aprovação definitiva do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Vale (VALE3) diz que negociações com MG sobre Brumadinho prosseguem

Em comunicado divulgado ao mercado nesta sexta-feira (23), a Vale (VALE3) afirmou que continua as negociações com o Estado de Minas Gerais e outros autores do processo judicial sobre o desastre ambiental de Brumadinho.

Está na mesa um acordo global de indenização por danos coletivos e compensação para a sociedade e meio ambiente, conforme informado nas demonstrações financeiras da companhia no quarto trimestre de 2019.

A Vale diz que quer alcançar um acordo estável para a execução das reparações e compensações. Assim, isso inclui a suspensão da ACP (Ação Civil Pública) e de outros processos civis existentes.

“Neste momento, não é possível estimar com segurança as condições ou prazos para conclusão das negociações em curso. Nova audiência foi marcada para o dia 17 de novembro. A Vale reitera o seu compromisso com as ações de reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem, que se iniciaram imediatamente após o ocorrido”, disse a empresa.