Arábia Saudita promete produzir 13 milhões de barris diários de petróleo

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Maxim Shemetov / REUTERS

Menos de um dia depois de a Saudi Aramco confirmar que aumentaria sua produção de petróleo em 2,5 milhões de barris diários a partir de abril, uma nova decisão foi tomada pela petroleira.

De acordo com a agência AFP, por determinação do ministério da Energia do país, agora a missão é produzir 13 milhões de barris de petróleo por dia.

“A Saudi Aramco anuncia que recebeu uma diretriz do ministério da Energia para aumentar sua capacidade máxima sustentável de 12 milhões de barris diários a 13 milhões de barris diários”, informou, em comunicado enviado à Bolsa de Riad.

Amin Al Naser, presidente da petroleira, assegurou que tudo será feito para expandir rapidamente a capacidade de produção.

Saudi Aramco ganha apoio

A decisão da Saudi em aumentar a produção aconteceu após o fracasso nas negociações entre a Opep, a Arábia Saudita e a Rússia, cujo objetivo era cortar a produção e apoiar os preços.

O novo capítulo da guerra do petróleo foi a decisão de outra petroleira. A Adnoc, dos Emirados Árabes, divulgou que está disposta a expandir a produção diária de barris em um milhão por dia, alcançando quatro milhões.

A “guerra” com os russos

As consequências de um não acordo entre a Arábia Saudita e a Rússia é a possibilidade do início de uma guerra de preços, com futuros brutos a caminho de registrar sua maior queda diária desde a Guerra do Golfo, em 1991.

Os preços do petróleo desabaram quase 30% no início das negociações do último domingo (8) em meio ao fracasso das negociações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para o corte da produção.

A turbulência ocorre após a implosão da aliança entre a OPEP e a Rússia na última sexta-feira (6), elevando as tensões nos mercados, que sofrem perdas com o avanço da epidemia do coronavírus.

A pior crise de petróleo desde a guerra do Golfo Pérsico?

Petróleo derruba mercados mundiais