Aprovação de acordo comercial entre Boeing (BOEI34) e Embraer (EMBR3) sairá até 7 de agosto

Felipe Alves
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Crédito: Boeing/Divulgação

Até 7 de agosto a União Europeia deverá se posicionar sobre o acordo comercial entre Boeing (BOEI34) e Embraer (EMBR3). O processo já foi paralisado três vezes e precisa do aval da Comissão Europeia para validar um acordo, diz o Valor Econômico.

Até então, a previsão de uma resposta europeia estava prevista para sair em 23 de junho. Desde o início do processo de tentativa de compra de parte da Embraer pela Boeing já foram feitas nove aprovações. Isso inclui os órgãos de defesas dos Estados Unidos, China, Japão e Brasil.

Desde o fim do ano passado, as datas para finalização do acordo comercial foram sendo postergadas de tempos em tempos. Primeiro, seria em 25 de outubro; depois para 5 de novembro; em seguida para 20 de janeiro. E, por último, para o fim de abril.

Mas além da decisão da União Europeia há outros fatores pendentes. Condições relacionadas ao próprio acordo comercial ainda estão em análise, segundo o Valor. A operação foi anunciada em julho de 2018, nove meses após a compra de parte da Bombardier pela Airbus. A nova empresa, resultante dessa união, tem capital avaliado em US$ 4,75 bilhões.

 

Acordo comercial prevê criação de joint venture

As condições aprovados no acordo comercial em 17 de dezembro de 2018 definiram a criação de uma joint venture (Boeing Brasil Commercial). Ela contempla ativos do segmento de Aviação Comercial da Embraer e serviços relacionados (segmento de Serviços & Suporte) com 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer.

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Em março, a Comissão Europeia suspendeu o prazo para se posicionar sobre o acordo comercial, após enviar novo pedido de informações adicionais às fabricantes de aeronaves. Assim, 23 de junho, que era a data limite mais recente para análise pelo órgão, perdeu a validade.

Em comunicado de quarta-feira (22), a Embraer informou que as companhias estão estudando a prorrogação do prazo, acrescentando que “não há garantias” quanto à prorrogação. A data de 24 de abril foi estabelecida no acordo comercial inicial firmado entre as fabricantes de aviões. Também foi aprovado pelo governo brasileiro e demais acionistas da Embraer entre janeiro e fevereiro do ano passado.