Aprenda o que é a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)

Humberto Maurício Pennacchia
null
1

Crédito: Marcello Casalo Jr/Agência Brasil

Conhecido pelo acrônimo DFC, a Demonstração do Fluxo de Caixa é um dos relatórios mais importantes para todas as empresas.

E isso independentemente do setor onde a empresa se encontra ou do seu tamanho.

Nessa matéria, você aprenderá tudo sobre esse importante instrumento de avaliação da saúde financeira do caixa de uma empresa.

franquias, Black Friday

O que é a Demonstração do Fluxo de Caixa?

É um relatório de contabilidade que mostra as entradas e saídas de dinheiro do caixa de uma empresa e quais foram os resultados desse fluxo.

Esse relatório usa como base as informações do Balanço Patrimonial da empresa e do Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE).

Ele mostra as entradas e saídas de dinheiro do Caixa da empresa (caixa + contas bancárias) e equivalentes de Caixa (investimento de baixo risco e liquidez imediata) em determinado período.

cédulas, dinheiro

Dessa maneira, é importante destacar que, no DFC, o Fluxo de Caixa fica dividido em três atividades:

a) Atividades Operacionais: Nessas atividades, estão as receitas e gastos relacionadas com a produção e entrega de bens e serviços da empresa. Geralmente essas transações encontram-se no DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício).

b) Atividades de Investimento: Geralmente relacionados com o aumento e diminuição dos ativos não circulantes (balanço Patrimonial) que a empresa utiliza para sua produção de bens e serviços; compra ou venda de edificações e equipamentos, compra ou venda de participações em outras empresas, etc.

c) Atividades de Financiamento: Onde estão inclusos os empréstimos e financiamentos de credores e investidores à empresa no curto prazo.

Nessa situação, as entradas correspondem, por exemplo, aos empréstimos obtidos no mercado, venda de ações emitidas, emissões de debêntures.

E as saídas aos pagamentos dos empréstimos obtidos, valores pagos aos acionistas (dividendos), etc.

Quais os métodos de apresentação do DFC?

Encontramos dois métodos de apresentação do DFC. São eles: o direto e o indireto.

O segundo método parte do lucro líquido para explicar a variação no caixa. Nessa situação, precisa de ajustes de itens que compõem o lucro líquido no DRE, mas não têm efeito no Caixa da empresa.

Importante ressaltar que, a diferença dos dois métodos acontece somente na apresentação do fluxo de caixa das atividades operacionais.

Entenda a diferença existente entre o DFC e DRE:

Enquanto o DRE mostra o lucro ou prejuízo da empresa, o DFC mostra o reflexo desse resultado no caixa da empresa. Em outras palavras, um complementa o outro.

Exemplificando melhor, no DRE a empresa pode mostrar prejuízo com a depreciação de equipamentos. Se isso acontecer, serve para abater o lucro que a empresa tem antes do pagamento de impostos, mas não tem impacto no seu caixa.

Diante disso, os saldos de Caixa podem diminuir mesmo que haja lucro líquido e vice-versa, por isso, é importante analisar tanto o DRE como o DFC para se conhecer a real situação de uma determinada empresa.

Entenda qual é a importância da análise do fluxo de caixa

Nesse tipo de analise, se for constatado um fluxo de caixa negativo, isso significa que a empresa está gastando mais que a sua receita permite.

Isso é um fortíssimo sinal de má gerência administrativa da empresa.

De outro lado, quando encontra-se positivo é uma indicação de que a empresa está conseguindo cumprir as suas obrigações com facilidade, e está operando com saúde financeira.

IBC-Br

Qual deve ser a periodicidade da apresentação para empresas com capital aberto na bolsa de valores?   

Essas empresas precisam divulgar a DFC todo trimestre. Nessa situação, habitualmente o funcionamento é da seguinte forma:

a) No primeiro trimestre, a DFC de três meses é preparada.

b) Para o segundo trimestre, além da DFC  ser apresentada de maneira trimestral, ela também é apresentada de maneira cumulativa em seis meses.

d) Por fim, ao final de cada ano as empresas divulgam a DFC anual, compreendendo o período de 12 meses.

Importante ressaltar que, para determinadas empresas, o ano fiscal não necessariamente corresponde ao ano calendário.

Nestes casos específicos, a DFC e as demais demonstrações financeiras são apresentadas em momentos diferentes. Não correspondendo assim, aos trimestres habituais.

 

  • Confira os melhores investimentos em 2020