Apple, Amazon, Microsoft, Google e Facebook perderam US$ 400 bi em valor de mercado

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.

Crédito: Divulgação

Na semana que passou, os investidores puderam ver uma forte correção nas cinco maiores empresas de tecnologia do mundo – Apple, Amazon, Microsoft, Google e Facebook.

De modo que, em conjunto, essas Big Techs chegaram a perder cerca de US$ 392 bilhões em valor de mercado.

Segundo analistas, no jornal O Estado de São Paulo, o movimento se deve a uma correção natural para a realização de lucros, após intensa valorização dos últimos meses.

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A Apple, avaliada em mais de US$ 2 trilhões, liderou as perdas com queda de US$ 146 bilhões.

De acordo com a reportagem do Estadão, a queda representa mais do que o dobro do valor de mercado da Vale, que encerrou o pregão da sexta-feira, 4, cotada em US$ 60 bilhões.

Já a Apple, viu seu valor de mercado cair US$ 180 bilhões, na maior queda diária da história de uma empresa em Wall Street.

No mesmo caminho, a Microsoft perdeu US$ 90 bilhões em valor de mercado entre o pregão da sexta-feira anterior (dia 28) e o de ontem (4).

Não muito distante, estava a varejista de Jeff Bezos, que viu seu valor de mercado recuar US$ 86 bilhões.

Por fim, Facebook e Google tiveram perdas menores com US$ 33 bilhões e US$ 37 bilhões, respectivamente.

Juntas, as desvalorizações das cinco companhias equivalem à praticamente metade do valor de mercado das empresas listadas na B3, hoje em torno de US$ 800 bilhões.

Bolha é descartada

Para a consultoria Capital Economics, o movimento dessas ações nos últimos meses se deve em parte aos bons resultados nos balanços, visto que são companhias que conseguem vender sem contato físico com os consumidores.

Na reportagem do Estadão, a Capital Economics diz que a valorização das Big Techs foi maior do que o resto do mercado, mas não vê motivos para o estouro de uma bolha.

Para a companhia, o cenário mais provável que essas ações avancem menos do que o resto do mercado com a retomada da economia nos próximos meses.