Após recorde do dia anterior, dólar cai e fecha em R$ 4,19

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil

Um dia depois de fechar em alta, na cotação histórica da última segunda (18), o dólar comercial encerrou a terça-feira com uma pequena queda e ficou no valor de R$ 4,19. Foi uma queda de cerca de 0,17%. O número continua próximo ao patamar de R$ 4,20, preocupante para muitos especialistas do mercado.

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,38%, aos 105.864,18 pontos.

O presidente do Banco Central Roberto Campos Neto acalmou o mercado apontando que a desvalorização do real não está afetando os índices de inflação no país.

Leilão do pré-sal pode ter contribuído para a alta

Campos Neto reforçou que está atento para uma eventual intervenção no futuro. Na visão dele, um dos motivos para a alta foi o leilão de excedentes do pré-sal, no qual o governo esperava arrecadar mais de R$ 100 bilhões.

Roberto lembrou que alguns agentes de mercado esperavam “uma entrada maior de dólares do que ocorreu no leilão”.

O presidente do Banco Central completou: “Como a chegada de recursos foi menor do que o esperado e muitos agentes se posicionaram para capturar esse dólar caindo, tem-se agora um período de alta do dólar”, explicou.

“O câmbio é sempre notícia quando tem movimento. O que tem acontecido é um movimento de pré-pagamento de dívidas de empresas fora do País, como a Petrobras”, ressaltou Campos Neto.

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