Após fortes baixas, bolsas recuperam mas sofrem com a volatilidade

Guilherme Paulo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Operadores na Bolsa de Valores de Nova York. 03/10/2019. REUTERS/Brendan McDermid

Ibovespa chegou a recuperar e subir 0,52%, mas retornou para o terreno negativo no início da tarde.

Mercado Europeu

As bolsas da Europa refletiram em boa parte o desempenho do mercado norte-americano, sem uma direção única, encerraram mistas. O destaque negativo foi novamente para Londres, que sofreu com a valorização da libra frente o dólar, movimento igual à moedas pares, e levou as ações listadas no FTSE 100 para baixa.

Outro fator que pressionou os índices, foram os dados da própria zona do euro. O PMI do setor de serviços caiu para 50,1 pontos em setembro, contra 51,9 pontos em agosto, abaixo do esperado de 52. É a leitura mais baixa desde junho de 2013.

Pesaram também os dados da Alemanha e do Reino Unido. A Alemanha teve o maior recuo, o PMI de serviços alemão caiu para 51,4 em setembro, de 54,8 em agosto, com expectativa de 52,5. E no Reino Unido, o PMI atingiu uma baixa de seis meses, a 49,5 pontos, indicando contração.

Em resposta aos EUA, a União Europeia prometeu uma ação rápida sobre impostos para empresas poluidoras. O imposto destina-se a proteger as empresas europeias dos concorrentes baseados em países onde os esquemas de proteção climática não são tão rigorosos.

Tal medida deve atingir as empresas norte-americanas em cheio, visto que o país saiu do acordo de Paris, e não possui tantas exigências iguais à União Europeia.

Já na questão do Brexit, o Parlamento Europeu disse que a proposta de Johnson não é aceitável, pela interpretação dos parlamentares europeus, a proposta é uma “tentativa de último minuto” e não oferece uma base razoável para um acerto.

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Alemanha | DAX [-2,76%] (Feriado)

Londres | FTSE 100 [-0,63%]

França | CAC 40 [+0,30%]

Zona do euro | Euro Stoxx 50 [-2,98%] (Feriado)

Itália | FTSE MIB [+0,06%]

EUR/USD [+0,22%] | € 1,0982

Bolsas Norte-americanas

Nos Estados Unidos, o mercado já precifica a chance de um corte de 0,25% acima de 90% na próxima reunião do FED. O consenso vai se formando após PMIs muito abaixo do esperado, tanto em manufatura como em serviços, divulgados hoje.

O PMI ISM não manufaturado teve leitura mensal de 52,6 em setembro. Abaixo do esperado de 55, sendo a pior leitura em 3 anos. Já o PMI de serviços da Markit subiu a 51 pontos em setembro, ligeiramente acima do consenso de 50,9.

Os pedidos de bens duráveis nos EUA teve variação de 0,20 em agosto, melhor que o esperado de retração de 0,20%. E por fim, os pedidos semanais de seguro desemprego atingiram 219 mil, levemente acima dos 215 mil esperados.

As bolsas se recuperaram da forte baixa de hoje de manhã, após a divulgação dos dados ruins, e no momento operam em alta consistente.

Dow Jones 30 [+0,34%] | 26.167 pontos

S&P 500 [+0,65%] | 2.906 pontos

Nasdaq [+0,97%] | 7.860 pontos

VIX [-5,70%]

Commodities

O petróleo opera misto durante a tarde, após marcar baixas firmes, recuperou boa parte da queda. A commodity é altamente influenciada pelos dados ruins macroeconômicos.

A referência norte-americana, o WTI para novembro, opera em queda de 0,36%, a US$ 52,45. No sentido oposto segue a referência britânica, o Brent para novembro opera em leve alta de 0,19%, a US$ 57,80.

O ouro, considerado como divisa segura em dias de aversão ao risco iguais hoje, opera em alta de 0,36%, a US$ 1.513,40 a onça-troy.

A bolsa brasileira

No cenário doméstico brasileiro, os senadores avaliam transferir emendas derrubadas no primeiro turno da previdência para a PEC paralela, segundo fontes. O plano é enviar “recado ao governo”.

Nesta tarde, o Governo e Alcolumbre decidiram manter o acordo do pré-sal para garantir a votação da Previdência. Desta forma, a votação poderá ser viabilizada para aprovação da reforma no 2º turno já na próxima semana.

Entre os dados divulgados, a demanda melhorou e a expansão de serviços do Brasil ganhou força em setembro, segundo PMI. O indicador de serviços subiu a 51,8 em setembro, de 51,4 no mês anterior, acima da marca de 50, que separa crescimento de contração. A pesquisa mostra que o resultado recebeu contribuição de políticas econômicas favoráveis, que favoreceram a assinatura de grandes projetos e melhoria na demanda.

O Ibovespa opera com 100.822 pontos, em baixa de 0,17%, após mínima de 99.826 e máxima de 101.560 pontos.

O dólar futuro opera em forte baixa de 1,28%, cotado a R$ 4,084, marcando a mínima do dia até o momento. Na máxima, a moeda atingiu R$ 4.138

 

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