Após eleição, Argentina continua perdendo indústrias

Fabian Fávero
Formado em Direito pela Universidade do Sul de Santa Catarina e assessor de investimentos na EQI Investimentos

Crédito: Steven Goddard por Pixabay

Um clima de apreensão ronda a Argentina e causa efeitos na economia. A eleição do presidente Alberto Fernandez não amenizou o quadro. Durante a semana pós-pleito, mais empresas anunciaram sua saída do país, causando insegurança e, naturalmente, desemprego. A notícia péssima para os argentinos pode se tornar animadora para o Brasil — caso da MWM, fabricante de motores a diesel, que vai se mudar par São Paulo.

As empresas que estão de saída

Recentemente  gigantes industriais anunciaram a saída ou diminuição das operações na Argentina. Foi o cque ocorreu com a MWM, a fabricante de motores, da Kimberly Clark, produtora de papel, e da Honda,que não fechou, mas anunciou o fim da produção do modelo HR-V.

A unidade da MWM que encerrou suas atividades foi inaugurada em 1995. Produzia o motor da Chevorlet S10 para a fábrica brasileira da marca. Além da GM, a montadora argentina também atendia à Ford e à Mercedes-Benz. Em nota, a empresa anunciou que transferirá sua produção para a unidade em São Paulo. O fechamento da unidade resultou em 100 demissões.

Já a Kimberly Clark não encerrou suas operações no País, porém fechou uma das plantas, a de Bernal, em Buenos Aires. A planta produzia produtos das marcas Kleenxex e Scott, como papel higiênico, lenços, papel toalha e guardanapos. Entretanto, a empresa justificou que “o fechamento de uma unidade é parte de um inevitável processo de ajuste às demandas locais”.

A repercussão política

O presidente Jair Bolsonaro postou em seu twitter que as empresas que encerram suas atividades no país vizinhos estariam vindo para o Brasil, como um sinal de que a vitória do Kirchnerismo já começa a prejudicar o País.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

 

O tuíte do presidente causou alvoroço na imprensa argentina. O Clarín estampou que “Bolsonaro anunciou que três empresas fecham fábricas na Argentina para irem ao Brasil”. O La Nación também divulgou “Bolsonaro diz que três multinacionais fecham na Argentina”. Após uma hora, a postagem na rede social foi excluída.

Consultadas, a Honda e a L’Óreal negaram as intenções de fechar fábricas no País, ao passo que a Honda apenas anunciou a redução das atividades. Já a MWM confirmou o encerramento das atividades já no mês passado na região de Córdoba.

Os efeitos no Brasil

Mas o momento de recessão que vive o país vizinho tem causado dores de cabeça do lado de cá. A Argentina representa hoje a maior importadora dos veículos produzidos no Brasil, mas essas operações vêm caindo desde julho deste ano.

Em estudo feito pela FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas), a crise econômica na Argentina pode fazer com que o PIB brasileiro deixe de crescer 0,5% em 2019. Nos oito primeiros meses deste ano, houve uma queda de 40% das exportações, principalmente na área da produção de máquinas e no agronegócio.

A Toyota já iniciou uma série de demissões desde o início do segundo semestre nas fábricas de Sorocaba e Porto Feliz (SP). Como justificativa, há o fato de que o consumo argentino representa 30% da produção nestas plantas. A expectativa do ano era de que apenas a unidade de Sorocaba produzisse 160 mil unidades dos modelos Yaris e Etios, mas esse volume de produção já caiu para 125 mil.

Contraponto argentino

Mesmo com o cenário conturbado, em um tango triste travado entre desenvolvimento e economia, a Argentina ainda apresenta alguns números superiores ao do Brasil. É o caso do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O índice, calculado pela ONU a partir de diversos indicadores socioeconômicos, é de 0,825 enquanto no Brasil é de 0,759.

Os indicadores da saúde são melhores do lado de lá do Rio da Prata. A taxa de mortalidade infantil é de 9,9 bebês a cada mil nascidos, contra 13,5 no Brasil. Enquanto nós temos 21,5 médicos a cada 10 mil pessoas, na Argentina a média é de 39,6. Da mesma forma, alguns indicadores na educação são superiores.

 

Leia mais:

Tesouro Nacional realiza captação de recursos no exterior

Em meio à crise, governo anuncia pacote de reformas

 

O que fazer agora

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada. É preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

Nossa equipe pode te ajudar a avaliar seu perfil de investidor.

O primeiro passo é uma conversa de 5 a 10 minutos com um membro da nossa equipe para levantar as primeiras informações e então agendar a conversa com um especialista no mercado de Investimentos.

É ele quem vai se aprofundar no seu histórico como investidor, seu momento de vida, seus planos futuros e então te indicar para produtos recomendados para seu perfil de investidor.

Confirme seus dados no formulário abaixo e nossa equipe vai entrar em contato com você para fazer a avaliação de seu perfil de investidor e bater com sua atual carteira de investimentos.