Anvisa proíbe uso do aplicativo de videoconferência Zoom

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Google Play

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nessa segunda-feira (6) que proibiu o uso da ferramenta de videoconferência Zoom por falhas de segurança identificadas no aplicativo.

Essa decisão se deve a dois fatores específicos, segundo a agência: identificação de possíveis falhas de segurança graves na ferramenta; e existência de uma plataforma corporativa, já em uso pela Anvisa, que permite a realização de videoconferências.

Com a crise mundial causada pelo Covid-19, a agência seguiu orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e determinou que seus funcionários trabalhassem remotamente, em isolamento.

Como muitas outras empresas do país e no mundo, a busca por uma ferramente online de interação por vídeo levou ao Zoom, uma das mais utilizadas no mercado. A utilização da ferramenta de dezembro para cá pulou de 10 milhões de usuários para 200 milhões.

Falhas de segurança

A área de Tecnologia da Informação da Anvisa participa de diversos sites especializados em segurança, com especialistas do mundo todo e de diversas especialidades, “a fim de se manter atualizada sobre os principais acontecimentos da área de segurança e sobre os alertas de vulnerabilidade em ferramentas largamente utilizadas”, informa a agência em comunicado.

“Isso permite a adoção de medidas de segurança de forma rápida e proativa, identificando possíveis vulnerabilidades nas ferramentas utilizadas internamente pela Anvisa”, diz.

Esse processo apontou “vulnerabilidades do Zoom Meeting que, quando exploradas por hackers, permitem o acesso não autorizado à câmera e ao microfone, viabilizando o roubo das credenciais dos usuários e de informações trocadas nas reuniões”.

A Anvisa ainda lembra que o “próprio CEO da Zoom (Eric Yuan) reconheceu o problema ao admitir que estão sendo aplicadas correções de segurança no software, conforme nota enviada pela empresa para a Gerência Geral de Tecnologia da Informação (GGTIN) da Anvisa. Dessa forma, a Agência aguarda as correções do software para poder reavaliar o seu posicionamento”.

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Outra plataforma é utilizada na Anvisa

“Além disso”, lembra no comunicado, “a Anvisa já possui há mais de um ano, antes mesmo da crise relacionada à Covid-19, uma plataforma corporativa em uso, que permite a realização de videoconferências. O fato é que com a pandemia o seu uso foi massificado na Agência, demonstrando ser uma ferramenta estável e com alto grau de disponibilidade e segurança”.

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