Antecedente de Emprego cai 42,9 pontos e atinge seu menor nível

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Flickr

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), que sinaliza os rumos do mercado de trabalho no Brasil, registrou uma queda história de 42,9 pontos em abril. O índice foi de 82,6 pontos em março para 39,7.

Esta é a maior queda mensal e o menor nível do indicador já registrados desde o início da pesquisa, em 2008. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (11), pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na média móvel trimestral, o Antecedente de Emprego caiu 17,5 pontos, para 71,4 pontos.

“Os impactos da pandemia de coronavírus se mostram cada vez mais fortes. O resultado do mês registra um aumento do pessimismo. Os níveis recordes de incerteza tornam empresários e consumidores cautelosos. E geram uma deterioração das expectativas nos próximos meses”, diz Rodolpho Tobler, economista da FGV.

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Indicador Coincidente de Desemprego

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 5,9 pontos em abril, para 98,4 pontos. Este é o maior aumento na margem e o maior patamar desde dezembro de 2018 (98,9 pontos).

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego. Ou seja, quanto maior ele for, pior o resultado.

Em médias móveis trimestrais, houve aumento de 2 pontos para 94,3 pontos, invertendo tendência decrescente anterior.

“A queda do ICD não foi tão forte quanto do IAEmp, mas o aumento recorde no mês aproxima a série dos níveis mais altos já observados. Não há, no curto prazo, expectativa de reversão da tendência negativa iniciada nos últimos 2 meses e aprofundada em abril”, diz Tobler.

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Expectativas ruins para os próximos

Todos os sete componentes do IAEmp, despencaram em abril, com quatro dos sete indicadores recuando pelo menos em 50 pontos.

O destaque é para o indicador que mede as expectativas da indústria para os próximos seis meses, que recuou 76,3 pontos. E também para o indicador que mede a situação corrente dos negócios, com recuo de 65,1.

No mesmo período, o aumento do ICD foi influenciado por todas as quatro classes de renda familiar. A maior contribuição para o resultado foi dada pela classe familiar com renda até R$ 2.100. E pela classe com renda acima de R$ 9.600.

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Entenda os indicadores

O IAEmp é construído como uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, tendo capacidade de antecipar os rumos do mercado de trabalho. O indicador é positivamente relacionado com o nível de emprego no país.

O ICD capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, mas sem refletir a diminuição da procura de emprego motivada por desalento. O ICD varia no mesmo sentido na taxa de desemprego. Ou seja, quanto maior o desemprego, maior o indicador e vice-versa.