Antecedente da Economia recua 4,7% e FGV projeta recessão

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE) recuou 4,7% em março, chegando a 114,5 pontos. Esta é a maior queda desde novembro de 2008. A variação acumulada nos últimos seis meses também ficou negativa, em 3,5%.

O IACE foi publicado nesta terça-feira (15), pela Fundação Getulio Vargas em parceria com o The Conference Board (TCB), um think tank (organização de produção e difusão de conhecimento) norte-americano que projeta cenários econômicos futuros.

O Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, caiu 0,2% para 105,0 pontos, no mesmo período. A variação acumulada nos últimos seis meses é positiva, em 0,8%.

Para o pesquisador da FGV Paulo Picchetti, o resultado já indica um efeito negativo da pandemia de coronavírus. “O IACE de março indica um aumento significativo da probabilidade de recessão nos próximos meses”, avalia.

O Indicador Antecedente Composto da Economia é composto por oito indicadores. Os que mais contribuíram para o resultado foram o Índice de Expectativas do setor de serviços e o Ibovespa. Eles recuaram 18,3% e 29,9% na margem, respectivamente.