ANP: produção nacional de petróleo e gás retoma nível do início do ano

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Tribunanf

A produção nacional de petróleo e gás em junho último chegou a 3.821 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia) – 3,013 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 128 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural.

É a primeira vez, desde janeiro deste ano, que a produção nacional supera a marca de 3 MMbbd/, segundo o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, relativo ao mês passado.

Se comparada a maio último, a produção em junho cresceu 9% e 17,8%, frente a igual mês de 2019.

Já o gás natural avançou 12,3% ante maio e 15,6% para junho do ano passado.

Campos de Lula e Búzios

A principal contribuição para esse resultado foi o desempenho nos campos de Lula e Búzios, responsáveis por 50% do que é produzido nacionalmente, tanto em matéria de gás, quanto de petróleo.

Mais especificamente em Lula, a novidade foi a retomada da produção do FPSO Cidade de Angra dos Reis, assim como a produção, à plena carga, do FPSO Cidade de Mangaratiba e da P-67.

O retorno de produção à plena carga dos FPSOs P-74 e P-76 ocorreu no campo de Búzios.

A produção de Sururu também subiu, pelo início de operações no primeiro poço, sem contar o retorno completo de atividades do P-43 (Campo de Barracuda).

Apesar desses resultados favoráveis, no mês de junho, 34 campos paralisaram a produção, em razão da pandemia – entre eles há 16 marítimos e 18 terrestres –, sem contar outras 60 instalações igualmente paralisadas.

Pré-sal avança 13%

Com uma produção de 2.671 MMboe/d em junho, a produção no pré-sal avançou 13% ante o mês anterior.

Desse total, 2,125 MMbbl/d correspondem à produção de petróleo, enquanto os 86,76 MMm3/d restantes correspondem ao gás natural por meio de 118 poços.

O resultado de junho representa uma alta de 37,2% em relação a junho de 2019.

Reforça esse desempenho positivo do mês em análise o início da produção da jazida compartilhada de Atapu – entre os campos de Atapu, Oeste de Atapu e parcela de área não contratada da União – por meio da plataforma P-70  na porção leste do pré-sal da Bacia de Santos.

No que se refere ao aproveitamento do gás natural, este foi 97,6% em junho, quando foram disponibilizados ao mercado 56,3 MMm³/dia.

Já a queima de gás somou 3,132 MMm³/d, o que representa um aumento de 12,6%, para maio e redução de 22,7% ante junho de 2019.

De acordo com informações da autarquia, o aumento da queima de gás foi influenciado pelo início de operação da P-70, bem como pela entrada em operação de mais um poço na jazida de Sururu e da maior produção em Búzios, Sapinhoá e Jubarte.

Produção por origem

Maiores responsáveis pela retomada da produção em junho, os campos marítimos responderam nesse mês, a 96,8% do petróleo produzido e 85,8% do gás natural total.

Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 95,5% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. Porém, os campos com participação exclusiva da Petrobras produziram 41% do total.

Maior produtor

Individualmente, o campo de Lula, na Bacia de Campos, foi o que respondeu pela maior produção nacional, ao registrar 1,017 Mbbl/d de petróleo e 44,4 MMm3/d de gás natural.

No ranking de desempenho da produção de petróleo por instalação, a plataforma Petrobras 75 – no campo de Búzios, por meio de quatro poços a ela interligados – apresentou maior resultado, com uma produção de 163,409 Mbbl/d.

Ao mesmo tempo, a maior produção nacional de gás natural se verificou no FPSO Cidade de Itaguaí (campo de Lula, por meio de sete poços a ela interligados), cuja produção alcançou  7,565 MMm³/d.

Estreito lidera

Entre os produtores terrestres, o destaque coube ao de Estreito, na Bacia Potiguar, que apresentou o maior número de poços produtores terrestres: 1.091.

Já o campo marítimo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, respondeu pelo maior número de poços: 67.

Por fim, os campos de acumulações marginais tiveram produção de 286,8 boe/d – 64,3 bbl/d de petróleo e 35,4 Mm³/d de gás natural – tendo o campo de Iraí, operado pela Petroborn, como o maior produtor, com 219,7 boe/d.

Das 273 áreas concedidas em junho, três de cessão onerosa e cinco de partilha (sob operação de 34 empresas) foram responsáveis pela produção nacional.

Dessas, 62 são marítimas e 211 terrestres – nove relativas a contratos de áreas com acumulações marginais.

A produção ocorreu em 6.832 poços – 503 marítimos e 6.329 terrestres.