ANP: produção de petróleo no pré-sal cresce 0,3% em agosto ante julho 

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Divulgação / Brasil Escola

A produção nacional de petróleo no pré-sal em agosto aumentou 0,3% se comparada com o mês anterior e 3,3% frente a agosto de 2019, informa a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No gás natural, houve crescimento de 2,4% em relação a julho e de 0,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Segundo a agência, a produção total no pré-sal, de gás e petróleo, em agosto, registrou recorde pelo segundo mês consecutivo.

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No total, foram produzidos 2,776 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,201 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 91,398 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural.

Recorde anterior

O recorde anterior era de julho, quando foram produzidos 2,179 MMbbl/d de petróleo e 88,88 MMm3de gás natural.

Dessa forma houve aumento de 1,4% da produção total em relação ao mês anterior e de 14,4% em relação a agosto de 2019.

A produção no pré-sal teve origem em 117 poços e correspondeu a 70,7% da produção nacional.

No mês

Neste mês, a produção nacional foi de 3,927 MMboe/d, sendo 3,087 MMbbl/d de petróleo e 134 MMm3/d de gás natural.

Com isso, durante o mês de agosto, 33 campos tiveram a suas respectivas produções interrompidas temporariamente devido aos efeitos da pandemia da Covid-19, dos quais 16 marítimos e 17 terrestres.

Um total de 60 instalações de produção marítimas permaneceu com produção interrompida. Não houve alteração portanto em relação a julho.

Medidas

“As medidas tomadas pela ANP têm sido importantes para incrementar a recuperação dos campos”, explica a ANP.

“Ou seja, melhoram a relação entre as reservas existentes e o que é de fato extraído”, adiciona.

“Neste contexto, a agência vem exigindo novos investimentos em contrapartida às  prorrogações dos contratos de concessão para maximizar a extração de petróleo”, acrescenta.

“Adicionalmente, a ANP publicou a resolução que permitiu a redução das alíquotas de royalties sobre a produção incremental de campos maduros.”

Aproveitamento do gás natural

Em agosto, o aproveitamento de gás natural foi de 97%.

É que foram disponibilizados ao mercado 55,7 MMm³/dia.

A queima de gás no mês foi de 3,9 MMm³/d, uma redução de 0,2% se comparada ao mês anterior e um aumento de 20,2% se comparada ao mesmo mês em 2019.

Campos operados pela Petrobras (PETR4)

Em agosto, os campos marítimos produziram 96,9% do petróleo e 85,5% do gás natural.

Os campos operados pela Petrobras (PETR4) foram responsáveis por 94,7% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil.

Porém, os campos com participação exclusiva da Petrobras produziram 42,9% do total.

Campos que se destacaram

Em agosto, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 1,004 MMbbl/d de petróleo e 44,5 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 77, no campo de Búzios por meio de quatro poços interligados, produziu 165,598 Mbbl/d de petróleo

Foi, assim, a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação FPSO Cidade de Itaguaí, no campo de Tupi, com sete poços, registrou 7,337 MMm³/d.

Dessa forma, foi a instalação com maior produção de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.097.

Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 67.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 436,3 boe/d, sendo 83 bbl/d de petróleo e 56,2 Mm³/d de gás natural.

O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 349 boe/d.

Cessão onerosa e de partilha

Em 2020, de 269 áreas concedidas, três de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 35 empresas, foram responsáveis pela produção no país.

Dessas, 63 são marítimas e 206 terrestres, com 10 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

A produção ocorreu em 6.775 poços, sendo 517 marítimos e 6.258 terrestres.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 99,4 Mboe/d, sendo 79,2 mil bbl/d de petróleo e 3,2 MMm³/d de gás natural.

Desse total, 82,4 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 17 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras.

Desse total, 11.126 boe/d foram apurados no Rio Grande do Norte.

Além disso, 5.337 boe/d foi o registro na Bahia, 290 boe/d em Alagoas, 134 boe/d no Espírito Santo.

Sergipe registrou 130 boe/d.

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