Ânima (ANIM3) calcula R$ 350 mi em sinergias com aquisição da Laureate

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Reprodução

A Ânima (ANIM3) informou o fechamento final da aquisição dos ativos brasileiros da Laureate. Segundo a companhia, os resultados das operações dos ativos passam a ser consolidados pela Ânima Educação a partir do mês de junho.

A Ânima lembra que “nesta mesma data, os ativos objeto de venda ao fundo Farallon foram integralmente transferidos pela Ânima Educação ao fundo.”

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A companhia diz que espera capturar gradualmente, no período de 2021 a 2025, sinergias operacionais que resultarão da integração dos ativos do Grupo Laureate aos seus negócios estimadas em R$ 350 milhões em bases recorrentes anuais (valor deflacionado).

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Ânima implementa iniciativas

De acordo com a Ânima, as sinergias esperadas partem da premissa de que a companhia conseguirá implementar com êxito as seguintes iniciativas:

•Ganhos de eficiência obtidos com uma escala maior, uma vez que os custos com despesas gerais e administrativas, produtividade educacional, compras, ocupação, cobrança e jurídico não crescem na mesma proporção que a expansão da base de alunos;
•A continuidade de iniciativas de otimização, como iniciativas de transformação Lean com foco em eficiência operacional e iniciativas de captura de valor por meio de projetos estratégicos com foco em aumento de receita e redução de custos.
•Incremento de receita com a ocupação, a cada ano, das vagas autorizadas dos cursos de medicina que não estão com seu ciclo de maturação completo:

  • O curso de Medicina da UNP, em Natal, teve um aumento de vagas (de 137 para 192 vagas anuais) em 2016, pelo que a cada ano vem recebendo um número maior de alunos, até que se complete o ciclo de 6 anos desde o aumento de vagas. Isso está ocorrendo em 2021;
  • o curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi (UAM), em São Paulo, teve um aumento de 130 para 195 vagas anuais em 2016, pelo que a cada ano vem recebendo um número maior de alunos, até que complete o ciclo de 6 anos desde o aumento de vagas, o que está ocorrendo nesse ano de 2021;
  • O curso de Medicina da UNIFACS, em Salvador, teve um aumento de 150 para 270 vagas anuais em 2017. A cada ano o curso vem recebendo um número maior de alunos, até que se complete o ciclo de 6 anos desde o aumento de vagas, o que ocorrerá em 2022;
  •  curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi (UAM), em Piracicaba, foi autorizado em 2018 com 75 vagas. Posteriormente teve um aumento de 75 para 100 vagas anuais em 2020. A cada ano vem recebendo um número maior de alunos, até que se complete o ciclo de 6 anos desde o aumento de vagas, o que ocorrerá em 2025;
  • o curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi (UAM), em São José dos Campos, foi autorizado em 2018 com 100 vagas. Posteriormente teve um aumento de 100 para 140 vagas anuais em 2020. A cada ano vem recebendo um número maior de alunos, até que se encerre o ciclo de 6 anos desde o aumento de vagas, o que ocorrerá em 2025.

Ânima: estimativas da administração

Segundo a Ânima, essas sinergias esperadas baseiam-se no histórico de integrações passadas da companhia, no orçamento para este ano, assim como no plano estratégico.

“O valor estimado não compreende os custos não recorrentes para a implementação das iniciativas atreladas a essas sinergias, que não foram estimados por requererem maiores detalhamentos disponíveis apenas após o fechamento”, diz a Ânima.

As sinergias apresentadas são, prossegue a Ânima, estimativas da administração da companhia e estão sujeitas a riscos e incertezas e não constituem promessa de desempenho.

“Em caso de alteração relevante nestes fatores, as projeções serão revisadas. As informações sobre as perspectivas dos negócios e metas financeiras são meras previsões, baseadas nas expectativas atuais da administração em relação ao futuro da companhia”, acrescenta.

E conclui: “Essas expectativas dependem das condições do mercado e do cenário econômico e do setor em que atuamos. Qualquer alteração na percepção ou nos fatores acima descritos pode fazer com que os resultados concretos sejam diferentes das projeções apresentadas.”

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