Produção e vendas de veículos sobem; Anfavea revê projeções

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta quarta-feira (07) os números do setor em setembro.

De acordo com a associação, a produção cresceu 4,4% em relação a agosto, para 220,16 mil unidades. Entretanto, caiu 11% na comparação com setembro de 2019. No acumulado de 2020 até o mês passado, a produção está 41,1% abaixo da verificada nos nove primeiros meses do ano passado.

Com relação às vendas no mercado interno, houve aumento de 13,3% em relação a agosto e queda de 11,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, representando 207.710 unidades licenciadas. Até agora, a queda de licenciamentos acumulada no ano é de 32,3%.

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Segundo a Anfavea, o fraco desempenho das exportações responde pela queda da produção. Apesar do início de ano bom, a entidade  projeta para 2020 o pior resultado deste século para as vendas externas. Em setembro foram embarcados 30.519 autoveículos, alta de 8,5% sobre agosto e queda de 16,7% sobre setembro de 2019, o que significa uma retração de 38,6% no acumulado do ano.

Projeções

Com os resultados melhores nos últimos meses do que os projetados em julho, a Anfavea revivou suas projeções para esse ano.

Agora são esperadas quedas de 35% na produção, de 31% nas vendas e de 34% nas exportações. Antes, as expectativas eram tombos de 45%, 40% e 53%, respectivamente.

De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, não é possível “carimbar” que esses números vão acontecer. “Temos um momento complicado no país, como debate sobre o teto fiscal e instabilidade política”, afirmou. Além disso, acrescentou questões relacionadas à volatilidade do câmbio e discussões sobre aumento de carga tributária.

No início do ano, a projeção era o crescimento de 9,4% em vendas de veículos. O número esperado era de 3,05 milhões de unidades, mas agora o estimado é de 1,925 milhão. Para a produção, a expectativa em janeiro era de alta de 7,3%, para 3,16 milhões de veículos. A nova previsão é de 1,915 milhão.

A média diária de emplacamentos do mês passado foi de 9,9 mil unidades, número considerado como “bom” por Moraes dado o novo cenário do setor. Ano passado, as médias foram de 11,2 mil em setembro, 12 mil em novembro e 13 mil em dezembro.