Produção de veículos sobe 129% em junho sobre maio, diz Anfavea

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Divulgação

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou hoje (6) que a produção de veículos cresceu 129% em junho ante maio, totalizando 98 mil automóveis.

Já na comparação com junho do ano passado, houve uma retração de 57,7%, quando foram produzidos 233 mil.

Enquanto no primeiro semestre de 2020, a queda na produção foi de 50,5% em comparação com igual período de 2019. Foram fabricados 729,5 mil veículos no semestre, contra 1,474 milhões no mesmo período de 2019.

A Anfavea atribui o resultado ao fortíssimo impacto da pandemia de Covid-19 nos últimos três meses.

Entre os caminhões, houve crescimento de 39% sobre maio e queda de 43,6% em relação a junho de 2019.

veiculos-fabrica-brasil-2

Vendas sobem 113,6% na comparação com maio

Em junho, foram vendidos 132,8 mil unidades contra 62,2 mil em maio, o que representa um aumento de 113,6%.

Na comparação com junho de 2019, aconteceu um recuo de 40,5% nas vendas.

Enquanto, no primeiro semestre de 2020 teve queda de 38,2% em relação ao primeiro semestre de 2019.

O licenciamento de caminhões subiu 85,8% na comparação com maio e 16,5% em relação à junho de 2019.

Anfavea: exportações crescem em junho

As exportações de automóveis cresceu 401,4% em junho na comparação com o mês anterior. Foram exportados 19,4 mil veículos contra 3,9 mil.

Já em relação a junho de 2019, o desempenho foi 52% inferior.

No primeiro semestre deste ano, as exportações recuaram 46,2%, caindo de 222 mil para 119,5 mil.

O número de caminhões exportados aumento tanto em relação maio de 2020 quanto a junho de 2019, 93,4% e 17,7%, respectivamente.

Recuperação lenta até 2025

A Anfavea projeta produção de 1,630 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2020, volume 45% inferior ao de 2019.

“Trata-se de uma estimativa dramática, mas muito realista com base no prolongamento da pandemia no Brasil e na deterioração da atividade econômica e da renda dos consumidores”, afirmou o Presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

“A situação geral da indústria automotiva nacional é de uma crise maior que as já enfrentadas. A crise chegou num momento em que as empresas projetavam um crescimento anual de quase 10%. Um recuo dessa magnitude no ano terá impactos duradouros, infelizmente. Nossa expectativa é que apenas em 2025 o setor retorne aos níveis de 2019, ou seja, com atraso de seis anos”, finalizou Moraes