Anbima: ofertas de ações somam R$ 62,2 bi no acumulado do ano

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Facebook / Anbima

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) divulgou nesta quarta-feira (8) boletim mostrando que as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) e as subsequentes (follow-ons) têm movimentado o mercado de capitais no Brasil em 2020.

Até aqui, no acumulado do ano, o total soma R$ 62,2 bilhões.

Segundo o boletim da associação, o total movimentado com IPOs e follow-ons representa 29,1% das operações realizadas no mercado de capitais em 2020.

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E esse total movimentado não é baixo: é de R$ 213,3 bilhões.

“O resultado também mostra avanço de 15,5% sobre o mesmo intervalo do ano passado”, diz a Anbima.

Só em agosto, 1uatro ofertas de ações de empresas brasileiras somaram R$ 11,4 bilhões.

Anbima afirma que volume poderia ser maior

“Vale lembrar que, mesmo acima do que o registrado em 2019, esse volume poderia ser ainda maior”, afirma o vice presidente da Anbima, José Eduardo Laloni.

“Isso porque muitas operações já estavam em andamento e precisaram ser interrompidas no início da pandemia de Covid-19”, lembra.

“Estamos em um período de retomada das ofertas de renda variável, com a redução da volatilidade em relação aos meses anteriores e a manutenção dos juros em patamares baixos. O mercado de capitais tem sido cada vez mais uma importante fonte de financiamento para as empresas”, completa.

Instrumentos de securitização em alta

Na renda fixa, as operações com debêntures atingiram R$ 10,2 bilhões em agosto.

É um volume 72,9% maior do que o apresentado em julho.

No ano, as debêntures somam R$ 64,9 bilhões e lideram as emissões no mercado de capitais, com 30,4% do total.

Entretanto, segundo o boletim da Anbima, o resultado representa queda de 46,9% em relação ao mesmo período de 2019.

“Em alta entre os produtos de renda fixa estão os instrumentos de securitização”, informa a associação.

Ela diz que “as emissões de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório) chegam a R$ 39,9 bilhões entre janeiro e agosto, resultado que representa alta de 18% em relação ao mesmo intervalo do ano passado”.

Já os Fundos Imobiliários acumulam R$ 27,4 bilhões em 2020, com alta de 44,5% sobre igual período de 2019.

IPOs em andamento

Vem mais por aí.

Das 42 empresas com IPOs em andamento, 16 são do mercado imobiliário.

O número de empresas do setor tentando financiamento no mercado de capitais só se compara a 2007, quando 20 incorporadoras foram listadas na bolsa.

Outras duas incorporadoras, Moura Debeux e Mitre Realty, fizeram suas ofertas públicas iniciais antes da pandemia.

Se continuar nesse ritmo, 2020 tem tudo para se aproximar do histórico ano de 2007, quando a bolsa brasileira registrou o recorde de 64 IPOs.