Anbima: mercado de capitais reage e capta R$ 35,3 bilhões em outubro

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / Facebook / Anbima

A Anbima divulgou seu boletim mensal nesta terça-feira, e revelou que o mercado de capitais brasileiro reagiu em outubro na comparação com o mês anterior.

Segundo os dados divulgados no site da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, outubro registrou captação de R$ 35,3 bilhões, número 43,7% superior ao volume alcançado em setembro.

Na somatória do ano, no entanto, os valores seguem abaixo dos registrados em 2019. O volume total captado em 2020 entre janeiro e outubro é de R$ 275,1 bilhões, 18,5% inferior ao do ano passado, no mesmo período.

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O boletim da Anbima divulgou ainda que há R$ 17,6 bilhões em ofertas em andamento, e outros R$ 10,8 bilhões em operações em análise, sem considerar, neste último caso, o volume das ofertas de ações.

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Follow-ons e IPOs: destaques segundo a Anbima

As emissões de renda variável (follow-ons e IPOs) alcançaram o volume de R$ 19,1 bilhões em outubro, 54,19% do total captado durante todo o período.

Segundo a Anbima, esse volume teve 37,62% de participação de follow-ons, quase três vezes o volume registrado em setembro, e 88,88% maior na comparação com o mesmo período do ano passado.

As ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), por sua vez, foram de R$ 5,8 bilhões em termos absolutos, correspondentes a 16,58% do total, a maior do ano – em setembro havia sido de 14,2%.

De acordo com a Anbima, 16 companhias abriram o capital no período, além de cinco com ofertas precificadas mas não encerradas até o término do mês.

Debêntures: emissões sobem em relação a setembro

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O relatório da Anbima apontou ainda que as emissões de debêntures registraram um volume de R$ 10,2 bilhões em outubro, correspondente a 29,01% do total emitido no mês e 5,84% acima de setembro.

Os intermediários e participantes ligados à oferta ficaram com a maior parte das debêntures distribuídas no ano, com 73,1% do volume, participação menor do que a apresentada no primeiro semestre.

Já os fundos de investimento representaram 15,4%, enquanto no mesmo período do ano passado era de 54,6%. O prazo médio de colocação até outubro também mudou, passando de 5,8 anos para 6,3 anos.

A maior parte das destinações dos recursos foi para capital de giro (35,9%) e refinanciamento de passivo (23,4%).

Anbima aponta CRI, CRA e FIDC em baixa

Os títulos relativos à securatização, incluindo CRI, CRA e FIDC, fecharam outubro com 56,23% de queda em relação a setembro, totalizando um volume emitido de R$ 2,4 bilhões.

Os ativos representaram uma parcela de 18,03% do total emitido, contra 16,75% registrados no mesmo período de 2019.

Os fundos de investimentos imobiliários, possuidores de parte desses ativos, por sua vez, registraram um volume de R$ 3,1 bilhões, 29,57% acima do emitido em setembro.

No ano, o montante emitido desses fundos foi de R$ 32,9 bilhões contra R$ 28 bilhões do mesmo período de 2019.

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