Analistas veem melhora nas projeções de déficit primário e dívida bruta para 2021

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.
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Crédito: Marcello Costa Jr/Agência Brasil

A equipe econômica na Lei de Diretrizes Orçamentáris de 2021 havia feito uma projeção para o déficit primário do governo central este ano de R$ 247,1 bilhão.

Contudo, analistas no mais recente boletim Prisma Fiscal consultados pelo Ministério da Economia melhoraram esse resultado.

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Com estimativas coletadas até o quinto dia útil deste mês, a perspectiva passou a ser de um rombo primário de R$ 221,9 bilhões, conforme mediana das expectativas, ante R$ 224,4 bilhões no mês passado. A meta indicada para o próximo ano é de um déficit de R$ 163,9 bilhões.

2021 encerrará no vermelho

Apesar da melhora apontada nas estimativas, o país encerrará 2021 no vermelho pelo oitavo ano consecutivo, sem conseguir economizar para pagar os juros da dívida pública.

Em 2020, em razão do estado de calamidade pública em função da pandemia da Covid-19, o governo não precisou cumprir a meta de déficit primário, de R$ 124,1 bilhões.

No acumulado de janeiro a novembro, o rombo nas contas públicas foi de R$ 699,1 bilhões, segundo o Tesouro.

Déficit primário em 2020

O Ministério da Economia projeta que o déficit primário do governo central será de R$ 831,8 bilhões em 2020, o equivalente a 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para 2021, os economistas consultados pelo Prisma agora veem a dívida bruta batendo em 90,77% do PIB, melhor que o nível de 92,5% apontando anteriormente.

Já para 2022, a expectativa é que a dívida siga em alta, chegando a 91,5% do PIB, sobre 92,49% no levantamento divulgado em dezembro.

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