Analistas acreditam que crise da Boeing não vai afetar a Embraer

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução / Wikimedia Commons

A crise na Boeing ainda permanece, sendo a maior em seus 103 anos de existência como empresa. Novos documentos enviados pela companhia ao Congresso dos EUA, mostram que os funcionários tinham consciência dos riscos do modelo 737 Max, no processo de certificação do avião.

Segundo o portal InfoMoney, nas mensagens foi possível ver que os pilotos falam das falhas nos simuladores do aparelho, no sistema de controle de voo e nos chamados MCAS (Sistema de Aumento de Características de Manobra). Sendo essas possíveis falhas, as responsáveis que levaram aos dois acidentes na Etiópia e Indonésia.

Diante dessa situação, o portal InfoMoney foi ouvir analistas do setor para saber se o contexto atual da Boeing pode atrapalhar sua fusão futura com a Embraer. 

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Opiniões dos analistas

O estrategista-chefe da Avenue Securities, William Casto Alves comentou que a Boeing também atua em outros mercados. O que pode sustentar a empresa durante a crise atual, fazendo com que a fusão não seja prejudicada:  “Parte relevante dos resultados da empresa advém dos negócios militares da Boeing. Em 2018 [antes da crise], o segmento da aviação civil respondeu por 56% das receitas, ou seja, existem outros 44% menos afetados pela questão do 737”, afirmou William.

Mas, essa não é a mesma visão compartilhada por Arthur Siqueira. Sócio e analista de investimentos da gestora GEO Capital, especialista em investimentos no exterior.

Para Arthur, os próximos anos não serão fáceis. Mas ao conseguir superar o veto do modelo 737 MAX a companhia vai conseguir reverter a situação: “Ela está se fragilizando por não estar conseguindo vender os aviões. Nem manter o nível de produção do programa 737 MAX que é muito relevante para companhia. Mas, olhando para o setor como um todo, o futuro da aviação comercial nos próximos 20 anos para aeronaves que fazem voos mais curtos. Segue tendo como base o 737 e o A320 da Airbus”.

Fusão Boeing e Embraer

Logo no início do ano passado, foi ajuizada a transação de compra pela Boeing do controle da aviação comercial da Embraer. Foi comprado cerca de 80% do controle, no total foram US% 4,2 bilhões (R$16,8 bilhões) dados pela negociação.

Recentemente, o mesmo caso ocorreu entre outras empresas, como a AirBus e Bombardier. Atualmente, as companhias Boeing e Embraer aguardam a autorização dos reguladores responsáveis para conseguir finalizar a transação.