Análise gráfica: IFR mede força entre compradores e vendedores de ações

Ronaldo Araújo
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Crédito: Reprodução/QuoteInspector.com

Quando o assunto é análise técnica por meio de gráficos, poucos indicadores são tão utilizados como o índice de força relativa ― IFR. Sua origem remonta há pelo menos 40 anos e até hoje existe grande aplicação de seus conceitos no mercado.

Neste artigo, você encontrará valiosas informações a respeito desse indicador. Você conhecerá de onde ele surgiu, bem como a forma como ele é calculado. Ao final, saberá suas principais formas de interpretação. Continue lendo!

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O que é o índice de força relativa?

O índice de força relativa (mais conhecido por sua sigla IFR) é um indicador largamente utilizado por quem usa a análise técnica como balizador de suas operações de mercado. Ele foi divulgado há muito tempo e hoje é quase um item obrigatório no portfólio de ferramentas de quem atua no mercado financeiro.

O autor do IFR foi J. Welles Wilder, um engenheiro mecânico natural dos EUA que fez a divulgação de seus estudos em 1978. Suas observações acerca do IFR foram parte constituinte de uma obra maior, o livro intitulado “New Concepts in Technical Trading Systems”.

Segundo Wilder, o IFR é um amostra que revela simplesmente o grau de disputa entre as forças compradora e vendedoras do mercado sobre um determinado ativo. Dessa forma, é possível perceber quem está no comando em um dado momento e, com isso, montar operações com maior probabilidade de sucesso.

Assim, o IFR representaria algo equivalente a um termômetro de mercado, tendo a função de indicar quando uma tendência enfraquece e dá espaço para o surgimento de uma reversão. O indicador ainda poderia ser capaz de antever movimentos de perda de suporte ou de rompimento de resistências.

Qual é a forma correta de calcular o IFR?

O cálculo do IFR é bastante exato. Para isso, tem uma fórmula bem definida e basta que os valores sejam corretamente aplicados. A equação em questão pode ser conferida a seguir.

IFR = 100 ‒ 100/(1 + FR)

Ou seja, é uma fórmula bastante simples, especialmente quando é considerado o poder de aplicação do indicador. Ponto de destaque fica apenas por conta da sigla FR da equação. No entanto, é uma questão de fácil entendimento.

O FR da fórmula é uma razão, ou seja, uma divisão de dois números. O primeiro deles é a média das altas nos dias em que houve valorização do ativo. O segundo número também é uma média e deve ser aplicada aos dias em que houve desvalorização do ativo. Dividindo-se o primeiro pelo segundo, chega-se ao valor esperado.

Um detalhe nessa parte dos cálculos deve ser considerado e ele diz respeito ao número de dias em que se obtém a média de altas e baixas. Primeiramente, é de se esperar que devam ser iguais para as duas situações. O segundo ponto é que usualmente se considera o período de 14 dias. Contudo, é possível mudar esse valor e as principais variações são de 9 e de 25 dias.

Como o IFR pode ser interpretado?

Acompanhe as duas principais interpretações admitidas pelo indicador IFR.

Zonas de alerta

Em termos numéricos, o IFR fica compreendido em uma escala que vai de 0 a 100. Assim, existem duas regiões consideradas como zonas de alerta que ficam situadas nos valores abaixo de 30 e acima de 70.

Quando ocorre o primeiro caso (abaixo de 30), o IFR é dito estar em uma zona de sobre venda. Isso quer dizer que a força vendedora provavelmente já se exauriu e os preços encontram-se subavaliados. Essa poderia ser uma indicação que a tendência está prestes a se reverter e pode ser interessante pensar em operações compradas.

De modo análogo, as regiões situadas acima do valor de 70 indicam momentos de mercado em que há sobre compra. Ou seja, o mercado pode estar super avaliado, pois a força compradora já exerceu influência demais sobre os preços. Investidores que usam o IFR podem interpretar o momento como uma boa oportunidade para se posicionar na ponta vendida.

Divergências

Essa interpretação visa anteceder movimentos de reversão em um dado mercado. Isso acontece quando existe uma divergência entre o valor do IFR e as cotações do próprio preço. 

Ou seja, quando o mercado está em movimento ascendente mas o IFR inicia seu movimento de queda, pode ser que brevemente existirá uma reversão para uma queda nos preços. Da mesma forma, caso os preços estejam caindo e o IFR comece a apontar para cima, pode estar em curso inicial um movimento de reversão para uma tendência altista.

A utilização do IFR pode ajudar muito a tomar decisões de mercado no momento de montar ou de desfazer operações. Ele é muito versátil, simples e objetivo, proporcionando uma antevisão do movimento dos preços. Certamente, usar o IFR em combinação com outros indicadores pode trazer grandes resultados para a carteira de um investidor.

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