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Analisamos uma das ações com maior alta em 2018

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Me sinto estimulado a refletir após ler a matéria publicada na Infomoney sobre as ações da Suzano (SUZB3) como sendo a melhor ação do ano na bolsa.

A reflexão que faço é… Por que iria comprar algo que acumula alta de 102% em 2018 e todo o gestor sabe e tem evidências para acreditar que a empresa apresenta ótimos fundamentos e está posicionada em um setor muito aquecido e que passa por um momento interessante.

Como gatilho, para mais uma espoletada na cotação da ação, houve a fusão com a Fibria e o preço da ação subiu 20% em 7 pregões.

Olhando assim parece tudo perfeito, e realmente está, mas o que pode vir de novo para fazer com que a cotação suba ainda mais e faça com que novas compras aconteçam. Refletindo ainda, sobre a matéria, leio que os analistas do BTG elaboraram um relatório que enxerga para os próximos 12 meses uma preço-alvo de R$ 43, ou seja uma alta de 13,49%.

Minha reflexão não é para criticar a matéria, longe disso, e sim para enxergarmos os motivos que nos fazem tomar atitudes dentro do mercado de bolsa de valores.

Como adepto à Economia Comportamental como ferramenta de análise e entendimento do comportamento do preço no mercado de ações, me deparo constantemente com vieses comportamentais onde o investidor como tomador de decisões busca uma certeza de que o investimento que está prestes a fazer terá resultado positivo e dentro de sua expectativa.

Quando paro e reflito sobre comprar uma ação, penso como sendo um veículo que irá conduzir meu capital de um estado A de valor para um estado B de valor. Para que ocorra esse deslocamento é necessário que haja um combustível que irá dar essa energia. Esse combustível é a força potencial. No entanto, durante a trajetória entre os pontos A e B essa força potencial vai sendo consumida.

Toda vez que procuro uma boa oportunidade, ou um bom veículo para me levar do estado A para o estado B de capital, procuro algo com bastante força potencial que não tenha sido utilizada ainda. Ou seja, que não seja tão precificada pelo mercado, como foi o caso da fusão entre Suzano e Fibria.

Olhar para track record somente é olhar o veículo com o tanque vazio novamente. Não que não possa usar ele para uma próxima viagem. O que é preciso entender é que a autonomia dele já não é a mesma que ele fez na viajem anteiror, pois muito do combustível que fez a valorização ocorrer já foi consumido.

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Uma nova abastecida é como uma pausa no rally, um ajuste no preço e uma melhor relação de risco x ganho dentro da projeção que se tem para a sequencia de crescimento do preço da ação.

Pense de forma objetiva, estamos em abril de 2018. Em 4 meses a ação subiu 102%. Nos últimos 7 pregões subiu 20% e os analistas preveem que nos próximos 12 meses se espera um crescimento de 13,5%.

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Mesmo que se tenha uma alta de mais 13,5% na cotação da ação, percebe-se que não se tem mais tanta força potencial. É uma grande desaceleração na capacidade de gerar retorno dentro desta visão.

Olhando dessa maneira, o que começa a surgir é um aumento na oscilação de curto prazo. Devido uma grande alta neste ano, ter um recuo proporcional é natural e saudável, pois alguns participantes do mercado começam a estar satisfeitos com a taxa de retorno dentro do período que se fez.

Sendo assim, é muito importante na renda variável ter uma estratégia de o que, por que, quando e como entrar e sair em uma ação. Caso contrário ficamos a mercê de informações que exigem interpretações dentro do contexto no qual vivenciamos.

Recomendação atrativa

Para o analista Victor Benndorf da Benndorf Research, o papel é atrativo no curto e longo prazo. Para Victor, trata-se de um dos “top picks” do momento.

“O cenário é positivo para novas operações com controle de risco nos R$35,50, se perder esse patamar com força vale uma redução” afirma Benndorf.

O dólar em alta e o preço da celulose devem sustentar mais um bom trimestre para as empresas deste segmento”, conclui.

Gustavo Almeida

Unindo conhecimentos de marketing e finanças, busco construir valor em tudo que faço.
Meu início profissional foi junto a XP Corretora, quando ainda era uma startup. Na época os desafios eram incríveis, onde diariamente passávamos por um processo de validação de uma nova solução para problemas que surgiam na criação de um ecossistema de investimento para pessoas físicas que não existia.
Em 2009 resolvi começar a estudar o comportamento humano e a forma como tomamos risco em nossas decisões relacionada a investimentos. Deste estudo  surgiu uma tese própria de investimento, baseada no momento do mercado. Esta recebeu o nome de Geometria Comportamental, uma forma simples de entender o momento do preço e a sua capacidade de distorcer no tempo.
Em 2016 integrei ao Grupo Baltoro, um grupo de venture building que busca ganhos excepcionais em múltiplos setores.

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