Anac: setor aéreo ensaia retomada após 5 meses de pandemia

Paulo Amaral
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O setor aéreo do Brasil está começando a se recuperar da crise provocada pela pandemia de coronavírus. Pelo menos é isso o que mostram os dados da Anac.

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Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, o número de rotas disponíveis dentro do País até julho já ultrapassou a linha da metade do que era oferecido antes do surto da Covid-19 atingir o País.

O encolhimento que ainda persiste atinge principalmente cidades do interior, abastecidas por aeroportos de menor porte e que são, basicamente, destinos turísticos.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), as capitais, além de algumas cidades do interior, como Uberlândia (MG), São José do Rio Preto (SP), Imperatriz (MA) e Porto Seguro (BA), puderam contar com movimentações do setor aéreo neste mês de agosto.

Na comparação entre abril de 2019 e o mesmo mês de 2020, auge da pandemia, a diferença de voos em rotas domésticas ativas foi gritante: 431 contra 125.

Atualmente, mais 106 rotas foram ativadas, totalizando 231 e um percentual de 56,2% em relação a julho do ano passado, época em que haviam 411 em funcionamento no setor aéreo doméstico.

Anac e os principais aeroportos

O movimento de passageiros, que chegou a cair 90% no auge da pandemia, vem melhorando nos maiores aeroportos do País, segundo a Anac.

A agência informou que o número de aeroportos com voos cresceu 11,43% até agora em agosto e, com isso, as rotas ativas do setor aéreo também subiram.

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No Galeão (Rio de Janeiro), a primeira quinzena de agosto registrou o equivale a 17% da média antes da pandemia. Em Salvador (BA), o número chegou a 20% e, em Confins, que atende a Belo Horizonte, a 22,3%.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que, atualmente o País tem média diária de cerca de 700 decolagens para voos domésticos, cerca de 30% do esperado antes da crise.

Aeroportos ainda sem movimentação em agosto

A Abear listou alguns dos principais aeroportos que atendem primordialmente destinos turísticos e seguem sem movimentação em agosto.

São eles: Jericoacoara (CE), Valença (BA), Caldas Novas (GO) e Bonito (MS), Ipatinga (MG), Macaé (RJ), Caxias do Sul (RS), Uberaba (MG), Parauapebas (PA), Ponta Grossa (PR), Cruzeiro do Sul (AC) e Ji-Paraná (RO).

Em contato com a reportagem do G1, a Anac explicou que “o transporte aéreo vem se ajustando à demanda”, mas, devido à pandemia, “a procura por voos ainda é menor do que o habitual, fazendo com que o número de cidades atendidas e a oferta de voos seja adequada à real necessidade da população, como ocorre durante altas e baixas temporadas, por exemplo, entre outros fatores”.

(* Com informações do G1)

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