Amigo da família Bolsonaro é mais cotado para vaga de Moro

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Twitter

O presidente Jair Bolsonaro já tem um nome em mente para substituir o ex-Ministro da Justiça Sergio Moro: Jorge de Oliveira Francisco.

Atual chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira é militar da reserva do Distrito Federal e, segundo informações da Folha de S.Paulo, amigo de infância dos filhos do presidente da República.

Jorge Oliveira é também padrinho de casamento do senador Flávio Bolsonaro, um dos alvos da PF na investigação sobre propagação de fake news nas redes sociais.

Jorge chegaria para ocupar a liderança da pasta de Segurança Pública, que seria desvinculada da Justiça, como há tempos deseja Jair Bolsonaro.

O presidente, então, indicaria para a pasta da Justiça o nome de Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, e que conta com o apoio do governador do DF, Ibaneis Rocha, recentemente elogiado por Bolsonaro.

Alberto Fraga, outro amigo pessoal do presidente, corre por fora, mas, de acordo com a Folha, o mais provável é que seja indicado para o lugar de Jorge Oliveira na Secretaria-geral.

Polícia Federal

O site Brasil 247 revelou que Bolsonaro também já tem uma indicação pronta para o lugar de Maurício Valeixo na diretoria da Polícia Federal.

O nome preferido de Bolsonaro é também muito próximo da família. Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Informação (Abin), conta especialmente com o carinho do vereador Carlos Bolsonaro, para assumir o cargo na PF.

Carlos, ao lado do irmão Flávio, também é alvo da polêmica CPI das Fake News.

A saída de Moro

Em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (24), o Ministro da Justiça, Sergio Moro, informou que está deixando o ministério. O motivo foi a repentina exoneração do diretor-geral, Maurício Valeixo, da Política Federal (PF) e a interferência do governo Federal nos trabalhos da PF. O Futuro de Moro é incerto, porém, há movimentação para que ele se lance candidato à presidência da República em 2022.

“Ontem ao conversar com o presidente eu disse que seria uma interferência política e ele disse que seria mesmo. Mas pra evitar impactos durante a pandemia, eu sugeri que trocássemos por alguém com perfil técnico. Eu sinalizei Disnei Rossete. Fiz a sinalização, mas não obtive resposta”, revelou Moro.

“O problema é porque trocar e permitir que seja feita interferência na Polícia Federal. O presidente disse mais de uma vez que queria alguém de sua confiança para ter acesso a investigações. Esse não é o papel da Polícia Federal, prestar serviço ao presidente da República. A autonomia da PF é um valor fundamental que temos de preservar no Estado de direito”, criticou Moro.

“Não é totalmente verdadeiro de que o Valeixo queira sair da PF. Ele entrou com uma missão. Claro que, com tantas pressões para sair… ele até falou pra mim que talvez fosse o melhor. Mas isso nunca de forma voluntária, sempre diante de pressão”, revelou.

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Em seguida, Moro afirmou que não assinou a exoneração de Valeixo. “Eu não assinei esse decreto e em nenhum momento o diretor da PF apresentou um pedido oficial de exoneração”, revelou o agora ex-ministro da Justiça.

Bolsonaro exonera diretor da PF e Moro pede demissão