American Airlines (AALL34) reporta prejuízo líquido de US$ 8,9 bi em 2020

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

O forte impacto dos efeitos da Covid-19 nas companhias aéreas em 2020 levou a American Airlines (AALL34) a um prejuízo de US$ 8,9 bilhões no ano passado.

A empresa divulgou nesta quinta-feira (28) o balanço referente a 2020.

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A queda no volume de negócios foi de 62%.

Somente no 4TRI20 a American Airlines teve um prejuízo líquido de US$ 2,2 bilhões, após queda de 64% da receita. A receita do período foi de US$ 4,0 bilhões

A companhia terminou o quarto trimestre com aproximadamente US$ 14,3 bilhões de liquidez total disponível. A empresa espera encerrar o primeiro trimestre de 2021 com aproximadamente US$ 15,0 bilhões em liquidez total disponível.

 

As ações da American Airlines

Em outubro de 2020 a empresa dispensou 19.000 funcionários antes de readmiti-los, após a adoção de novas ajudas por parte do governo dos Estados Unidos para o setor aéreo.

Para dar conta do novo momento, a American Airlines reduziu gastos operacionais e de investimento em US$ 17 bilhões em 2020.

A empresa recebeu ainda do governo norte-americano US$ 9 bilhões. E obteve um empréstimo do governo de até US$ 7,5 bilhões como forma de amenizar os impactos da Covid-19.

 

Expectativa boa para 2021

“Nossos resultados financeiros do quarto trimestre encerram o ano mais desafiador da história de nossa empresa”, disse o presidente e CEO da American Airlines, Doug Parker.

“Olhando para este ano, 2021 será um ano de recuperação. Embora não saibamos exatamente quando a demanda de passageiros retornará, estaremos prontos à medida que a distribuição de vacinas for estabelecida e as restrições de viagem forem suspensas”, disse ele.

Assim, para os primeiros três meses deste ano, a American Airlines prevê uma queda entre 60% e 65% de seu volume de negócios em relação ao mesmo período de 2019, antes de a pandemia paralisar o tráfego aéreo.

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