Ameaça de Trump sobre sobretaxa do aço é “uma 45 na cabeça”, diz presidente de associação

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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O aumento na taxação do aço fabricado no Brasil ainda não é uma realidade, nem uma medida formal do governo norte-americano. No entanto, o fato de o líder máximo dos EUA, o presidente Donald Trump, ter anunciado no Twitter que trabalha com essa possibilidade já foi o suficiente para causar incertezas no mercado e dar uma freada no setor.

“Com uma (arma calibre) 45 apontada para a cabeça, eu não quero saber se ele vai atirar ou não. Eu tenho que estar preparado para tudo”, afirmou o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

“Ficamos perplexos. A postagem provocou um pandemônio e as negociações ficaram paradas”, afirmou, sobre novos contratos que as empresas brasileiras têm em andamento com importadores dos Estados Unidos. Lopes representa uma indústria formada por 32 usinas e que emprega 108,4 mil pessoas e fatura R$ 99 bilhões por ano.